Você já ouvi falar de um time de futebol que conquistou um campeonato sem organização, autoconfiança e coesão interna? A pergunta vale para uma empresa, uma igreja, um casamento, uma ONG, ou qualquer atividade coletiva que tenha um objetivo definido. É simplesmente contraproducente tentar ser campeão da liga, se os jogadores não tem autoconfiança em suas habilidades; se existem rixas internas que polarizam o time; o certo a se feito é reorganizar a equipe, começando por acalmar as brigas internas, depois, aumentando a autoconfiança do time através do treinamento intensivo. Repare que os conselhos são meus; eu Alex, um ‘perna de pau’, que nunca jogou um campeonato de futebol; Mas e se Deus resolvesse dar conselhos a uma organização coletiva para que esta alcançasse seus objetivos, quais seriam estes conselhos?

Oi, leitor pra você que chegou neste Post, o artigo abaixo foi escrito com base na 2º lição da CPAD para a classe de Jovens do 1º trimestre de 2019.

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Consultoria Organizacional do Céu

A bíblia tem conselhos para tudo! Não existe tema ou assunto na vida humana, que Deus não tenha deixado princípios em sua palavra, que possam ser aplicados a situação. Não é diferente em relação a construir uma organização vitoriosa. Vejamos:

Deus tirou o povo de Israel do Egito, onde viveram por 430 anos e foram escravizados por um bom tempo. O povo que sai das terras egípcias, eram um povo com mentalidade de escravo, sentimento de escravo e corpo de escravo, portanto, não conseguiriam entrar na terra prometida, logo, Deus promoveu uma mudança de mentalidade daquele povo, através de 40 anos de treinamento no deserto do sinai; este treinamento foi criado para internalizar os seguintes princípios na mente de uma nação heterogênea.

Auto Confiança

A primeira coisa que Deus ordenou ao líder de Israel, Moisés, foi que fizesse um censo militar de todos os homens que desejavam alistar-se ao futuro exército hebreu; o censo demonstrou que haviam mais 600 mil homens acima de 20 anos prontos para batalha; entretanto, quando lemos o restante do livro de Números, percebemos que não foi o braço hebreu que conquistou objetivo pretendido e sim o poder de Deus, contudo, Deus ordenara o censo militar, para criar coletivamente no povo a sensação de Autoconfiança; eles podiam não ter treinamento militar, mas eram como gafanhotos na terra; uma massa enorme de homens dispostos a lutar por uma vida melhor; outro importante propósito no censo militar, era promover o engajamento voluntário na causa, o tal ‘vestir a camisa da empresa’; o povo hebreu estava acostumado com a ideia de censo no Egito, porém, naquele país, o censo era feito para saber o quanto de força de trabalho escrava, os faraós, tinham a disposição; entretanto, o censo no Egito era forçado, ninguém gostava, porque significava cargas de trabalho escravo; faraó estava planejando uma grande obra e precisava de mão de obra; por outro lado, o censo militar no deserto era opcional, só entrava no censo, quem desejasse lutar pela conquista do sonho.

Pode parecer bobagem, clichê de palestra motivacional, mas aquele censo foi a primeira escolha racional feita pelos ex-escravos; pela primeira vez eles foram chamados e puderam escolher ser iam ou não. Mas porque fazer uma escolha? Deus estava dizendo ao povo hebreu, que o sonho deles podia ser alcançado se eles resolvessem tomar uma ação em prol do objetivo; além disso, o simples ato de dizer que vou a luta, já era um ato que exigia uma confiança interna; o ex-escravo precisava ter confiança em si mesmo, de que poderia lutar e vencer.

E por falar em Auto Confiança… A bíblia relata a história de um prisioneiro, que teve a ousadia de ensinar a um rei, como organizar a economia de sua nação e poupar recursos para o futuro. Descubra mais sobre a autoconfiança de José!

Imagine ser rejeitado por sua família, ser escravizado, ser punido com a prisão por um crime que não cometeu, e ainda assim, superar tudo isso e alcançar seu sonho? Conheça a surpreendente história de José, e as lições que podemos tirar dela, para vencemos os obstáculos de nossa vida!

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Não é possível que uma organização alcance seu objetivo sem que seus colaboradores estejam motivados a irem à luta; novamente, é clichê de palestra motivacional, porém é um conselho divino: antes de iniciar uma corrida ao prêmio, motive-se, crie autoconfiança; tenha um incentivo claro para lutar; os ex-escravos hebreus sabiam que se entrassem na terra prometida, não seriam apenas ex-escravos, mas sim senhores; eles mudariam completamente de patamar. A mesma coisa deve ser trabalhada em organização que busca vencer; o gestor precisa deixar claro ao colaborador, quais são os prêmios, caso, os colaboradores alcancem o objetivo da organização; lembre-se: seres humanos são movidos por incentivos.

Senso Organizacional

Após o censo militar ser realizado, Deus ordenou que o povo fosse organizado em famílias e tribos, para que pudessem assumir espaços geográficos predeterminados na formação do arraial em meio ao deserto. O objetivo de IAVÉ era dar ao povo hebreu a noção de organização física no espaço geográfico; No Egito, o povo hebreu não se preocupava com isso; quem os organizava eram os senhores egípcios, entretanto, o povo livre agora tinha a responsabilidade de se autogerir, de organizar a própria convivência em um espaço delimitado; Para que tudo ocorresse bem, Deus ordenou que as famílias ficassem próximas, umas a outras, dentro de uma mesma tribo, depois ordenou que as tribos dividissem e ocupassem os 4 pontos cardeais em torno do tabernáculo e da praça central; cada tribo ficou ao lado, de uma tribo em que os membros tinham afinidade; mas o que Deus ensinava ao povo hebreu com esta organização? A primeira coisa é que a organização dependia da colaboração de cada indivíduo. Era impossível para Moisés fiscalizar o cumprimento da regra organizacional, porém, cada família e cada tribo precisava estar atenta a este detalhe e buscar formas de se autodisciplinar. Outra importante lição era que cada indivíduo tinha que fazer a sua parte na organização do espaço comunitário; não dava pra ficar esperando Josué ou moisés chamar atenção para a barraca fora do lugar, cada família precisava estar atenta a isso. Mas a organização do espaço comunitário por tribo, não visava apenas a comodidade e convivência em sociedade, ela também servia para a organização militar. Quando fosse necessário ir a guerra, as tribos formariam 4 divisões do exército hebreu, justamente, com a tribo que morava ao lado; na confusão da batalha, bastava seguir a tribo líder para saber o que fazer e onde se posicionar frente ao inimigo.

Novamente, clichê de palestra de gerente; uma instituição precisa ter papéis definidos dentro do escopo de sua atuação. Cada colaborador precisa saber o que tem que fazer e quais são suas responsabilidades. Não adianta esperar que as pessoas façam mais do que suas obrigações, se as obrigações não estão claramente delimitadas.

Senso de Pertencimento

Outra importante lição que IAVÉ, precisava mudar na mentalidade do povo hebreu era a noção de pertencimento social, de que eles formavam uma nação peculiar, diferenciada em relação as demais; quando o povo saiu do Egito, a bíblia relata que muita gente não hebreia veio junto; tinha desde egípcios até mesmos amorreus, povo que deveria ser derrotado, caso, conquistassem Canaã; neste caldeirão de gente era preciso definir o que era ser um hebreu, portanto, Deus ordenou que na divisão organizacional, cada individuo deveria estar acampado “junto ao seu estandarte e as insígnias da casa de seus pais”; esta divisão deixava claro quem realmente era hebreu, de quem era estranho ao povo; os estrangeiros que vieram com Israel tinha costumes e hábitos contrários as leis de Deus, portanto, não poderiam ser assimilados ao restante do povo, para que a cultura hebreia não fosse má influenciada.

Todo líder precisa saber que não é toda pessoa, servirá a sua organização. Muitas vezes o colaborador é excepcional, porém, tem hábitos tóxicos ao ambiente coletivo; no fim, acaba causando divisão interna e impedindo a empresa de seguir adiante. O mesmo pode ser dito de técnicas ou processos que deram certos em outras organizações e que são importadas sem a devida analise do ambiente corporativo da organização original; pode ser que o processo x seja excepcional, mas talvez o processo x, só foi possível, a uma exceção condicional do ambiente, que a empresa originária do processo, esta inserida.

Senso de Serviço

Enquanto escravos no Egito, o povo hebreu era obrigado a trabalhar sob o chicote do capataz; o resultado deste incentivo perverso era que a ideia do trabalho e o sentimento do esforço estavam ligados a uma noção e a um sentimento ruim: a noção de exploração predatória e do sentimento de vitimismo, de opressão; o povo estava marcado com a ideia de que o trabalho servia apenas para o enriquecimento alheio, de que seriam sugados até morte, por um patrão sem piedade; no Egito, senão trabalhassem, o coro do chicote surrava a pele, causava dor, tristeza e agonia; esta sucessão de tratamento escravo ao longo das gerações hebreias, criou no povo, defesas psicológicas para opressão, como o ‘coitadismo’ uma expressão para ação calculada de se parecer frágil, pequeno, doente, a fim de evitar o desconforto e trabalho duro. Só que esta defesa comportamental era prejudicial a conquista de Canaã; não tinha como ser um guerreiro conquistador sem valorizar o esforço e trabalho duro; portanto, Deus deixou uma escolha a cada hebreu: só entraria na terra que estivesse disposto a servir, a trabalhar em prol do objetivo coletivo; cada hebreu precisava fazer sua parte no trabalho duro; era necessário mudar a mentalidade de escravo, para uma mentalidade de conquistador.

Hoje a maior dificuldade das organizações no Brasil é mudar a mentalidade dos colaboradores em relação ao valor do trabalho. Doutrinação socialista aliada a uma cultura da ‘malandragem’ criaram na mente coletiva brasileira a noção de que o trabalhador é um otário, de que ninguém consegue progredir na vida, apenas trabalhando; precisa ter um ‘jeitinho’: ganhar na loteria, ajuda de parente rico, ajuda do estado, suborno a um burocrata, ou se tornar parte da máquina pública;

Mudança de Mentalidade: a única forma de alcançar o propósito de Deus para sua vida! Quer um exemplo? Leia a história de Elias e a mudança de mentalidade que ele precisou implementar em si mesmo e no povo de Israel. Já que estamos falando da mudança de mentalidade do povo de Israel e de Elias… ambos têm em comum, o fato de que mudaram a mente no deserto do Sinai.

Elias foi um dos caras mais resilientes da Bíblia, justamente, porque soube suportar as dificuldades da vida, mais nem sempre foi assim… que ver? As 10 lições que aprendi com o profeta Elias.

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Não Contrate Comunista

É impossível se construir uma instituição vencedora com colaboradores que acreditam que são explorados, de forma predatória, pelos seus patrões. Se você é um gestor, precisa estar atento a isto, gente com síndrome de vítima, vai fazer sua organização andar para trás. Gente que precisa o tempo todo de uma desculpa histórica para mascarar a própria irresponsabilidade, só te causara transtorno; verifique o histórico de seu (futuro) colaborador, se ele vive reclamando dos antigos patroes ou se vive acionando a justiça do trabalho contra as empresas por onde passou, é certo que ele tem problemas com a ideia do trabalho e certeza, de que ele vai se fazer de vítima com você. É duro o que eu estou dizendo, porém, lembre-se de uma coisa, esta regra não veio de mim, ela foi instituída por Deus a 3.400 anos atrás, para toda organização que deseja ser vitoriosa em conquistar seu objetivo.

DEUS NÃO CONTRATA COMUNISTA!

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