O que você pensa a respeito da remuneração dos líderes religiosos? Acredita que eles devem ministrar de graça ou receber uma oferta, caso, a congregação deseje ofertar?  Ou,  Acha que eles podem colocar um preço em seu trabalho?

Este é com certeza é um tema espinhoso e polêmico; Em qualquer roda de conversa entre cristãos e não-cristãos, sempre, haverá discordância sobre este assunto; Neste texto, apresento o que considero correto a respeito do tema, já, sabendo de antemão, que nem todo o leitor, concordará, com as minhas posições e opinião; Peço a sua Paciência.

Voltando ao primeiro parágrafo, onde relato as possíveis opiniões que o leitor, possa, ter, sobre assunto; declaro que a minha opinião é  que os ministros do evangelho tem o direito de colocar um preço em seu trabalho eclesiástico. Eis, aqui, meus argumentos:

Todas as vezes em que falamos da remuneração de pastores e ministros itinerantes, o versículo citado no título, acaba sendo usado como argumento contrário a remuneração pré-fixada de pastores e ministros itinerantes; o principal motivo contrário a remuneração é que pelo fato de terem recebido a promessa de Deus e dom para o santo ministério, gratuitamente, logo, todos os ministros do evangelho, não podem fixar um valor como salário ou oferta, que desejam receber pelo trabalho que fazem;

Ao meu ver, este argumento é ilógico por alguns motivos;

  1. Existe almoço gratis?

Pense no que, Jesus, fala em sua palavra: “de graça recebestes, de graça dai”; o que você recebeu de Deus, sem custo, algum? O seu amor! Essa é a resposta. Tudo quanto, Deus nos deu ou nos dá, esta vinculado a um preço.Entretanto, voltemos ao nosso tema; Quantos cantores, pregadores e pastores que você conhece, receberam ou recebem, tudo quanto  necessitam, de graça?  Desconheço ministro do evangelho, seja cantor ou pregador, que não tenha renunciado parte de sua vida, em prol do ministério; Seja no ensaio, no estudo da palavra de Deus, seja no tempo ouvindo e aprendendo conselhos e lições de outros ministros com maior experiência; O fato é que para você ser usado por Deus é necessário renunciar desejos e sonhos que não estão de acordo com a vontade divina, além disso, todo propósito divino, requer de seu participante, tempo e dedicação no aprendizado da função e isto, custa algo; O Tempo, é o mais importante recurso que ser humano dispõem; Agora, pense: quanto vale seu tempo?

  1. Tudo quanto façais,que seja para glória de Deus.

Em 1Co 10.31, o apóstolo Paulo escreve” Assim, seja comendo, seja bebendo, seja fazendo qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus.” Neste capitulo Paulo trata a respeito dos problemas que surgiram na igreja de Corinto, quanto a liberdade que alguns irmãos usufruíram em determinados assuntos, que entretanto, levavam outros a se desviarem da fé, devido ao escândalo que a liberdade alheia causava;

Paulo encerra a discussão com uma sentença e uma revelação a todos os cristãos,de todas as épocas: Tudo o que você faz é pra glória de Deus! Isso significa que seu trabalho, seja ele secular ou religioso, não é feito apenas para pagar as suas contas, Deus, deve ser glorificado nele! Este fato nós trás uma reviravolta na questão deste artigo, quanto a, remuneração dos pastores e ministros;

 Pense! Se todo o trabalho que faço, Deus, deve ser glorificado, logo, a remuneração que recebo por ele, também é pra glória de Deus! Isso é importante porque muitas pessoas acreditam que a obra do senhor deva ser feito de graça ou por ‘amor’, ou pela fé, contudo, elas mesmas, não, estão dispostas a trabalharem de graça para nenhum patrão ou empresa secular!  Em outras palavras, é como se o emprego ou trabalho secular fosse desassociado da vida cristã; é como se Deus não se importasse com o trabalho secular que as pessoas fazem, e valorizasse apenas o serviço religioso e cristão; Isto é um erro grosseiro!

Assim como a pregação da palavra e o louvor de adoração, são feitos para  honra e glória de Deus, o trabalho secular e comum do nosso dia-a-dia, também, tem a mesma importância, servindo, como plataforma dinâmica para pregação do evangelho de Cristo, desde que este trabalho, não seja um pecado em si ou coadune com ele(ex:mentira, prostituição, roubo, etc);

A verdade é que muitos cristãos acreditam que o serviço religioso, por, se relacionar diretamente com o louvor e adoração á Deus, deva ser algo, sem custo ao adorador e ao ouvinte, e que o pagamento dos ministros devem ser realizados por Deus, entretanto, estes cristãos, não pensam da mesma forma, quando se trata de receber a remuneração pelos seus próprios serviços;

  1. O serviço Sacerdotal

No antigo testamento, Deus ordenará aos levitas(sacerdotes,escribas,cuidadores do templo e do antigo tabernáculo) que estes não teriam herança territorial entre as 12 tribos de Israel; Esta resolução divina tinha como objetivo, separar exclusivamente os levitas para o serviço sacerdotal em prol de todo o Israel; Em compensação, Deus ordenou ao restante da nação que trouxesse dízimos e ofertas para a manutenção do local de adoração e como pagamento pelo serviço religioso prestado pelos levitas; Um fato curioso é que Deus institui o preço de cada oferta, seja ela para tirar pecados ou oferta de adoração, além disso, institui por tabela qual seria a porcentagem que o ministrante religioso receberia , dependendo, da oferta oferecida à Deus; (veja Dt 18)

Se o antigo testamento foi uma sombra do novo testamento, a remuneração sacerdotal adotada por ordem divina na antiga aliança é um exemplo de como deve ser a remuneração dos ministros do evangelho de Cristo: precificada, pré-acordada e pública a todos!

  1. Quem é mais materialista?

Responda, quem é o mais materialista? O pregador que cobra 10 mil reais por uma noite de pregação da palavra de Deus ou a pessoa que acha absurdo que uma pregação da palavra de Deus, custe 10 mil reais? Difícil né…Agora imagine que nesta única noite de pregação da palavra de Deus, uma pessoa se renda ao evangelho de Jesus e tenha a sua vida transformada por ele; Os 10 mil reais é alguma coisa, perto da salvação de uma alma?

 Se você, leitor, perguntar a um grupo de cristãos, o que tem mais valor: Uma pessoa que encontra a salvação em Cristo, ou 1 milhão de dólares? A maior parte dos cristãos irá te responder  que a pessoa é mais valiosa do que o dinheiro, afinal, Jesus, morreu por ela e seu sangue não tem riqueza terrena que possa pagá-lo; Entretanto,  esta afirmação é da boca para fora; basta, perceberem, que alguém esta sendo bonificado financeiramente por auxiliar no processo de salvação realizado pelo espirito santo,  que rapidamente, os 1 milhão de dólares, se tornaram uma fortuna, dada pela vida de uma única pessoa. Ao meu ver, o maior materialista não é ministro que pede os 1 milhão de dólares para pregar a palavra de Deus, mas sim, quem acha que a palavra de Deus, não vale 1 milhão de dólares;

Se um pregador, pedir uma fortuna para pregar a palavra de Deus, e nesta pregação, uma única pessoa for transformada pela palavra, esta fortuna é troco de bala, perto do que a transformação desta pessoa representa no reino de Deus;

  1. Cuidado com o Farisaísmo;

Certa vez, ouvi, um pregador do evangelho, homem de bom caráter, contudo, em um momento de euforia, se vangloriou,  do fato, de não cobrar para ministrar onde fosse chamado;

Ao meu ver, o erro que pregador cometeu, foi usar o fato de ter optado por não cobrar pelo serviço religioso, que presta aos cristãos, como atestado de superioridade espiritual, sobre quem cobra;

Na hora em que começou a dizer que outros ministros, que por cobrarem ou pedirem um valor específico, pela ministração, eram lobos, fariseus ou coisas do tipo, não pude deixar de me recordar da parábola do fariseu e do publicano, onde o primeiro colocava os fatos de dizimar e  jejuar como prerrogativas de sua superioridade espiritual sobre o segundo; Creio que cada ministrante deve agir, segundo sua consciência, se crer que pode e deseja receber pelo trabalho que faz, que faça; já aquele que crer, que não deve cobrar, que aja, conforme sua consciência, contudo, o obreiro que não cobra, não tem direito algum de achar-se superior aos demais que fazem o contrário;

  1. O que o apóstolo Paulo tem a dizer?

O apóstolo Paulo é o principal exemplo de obreiro, para todo cristão, que deseja servir à Cristo através do serviço prestado à comunidade cristã; neste assunto sobre remuneração pastoral, Paulo, optou por não receber sustento financeiro das igrejas que fundou, a fim de que, seus críticos não tivessem munição para usar contra ele, entretanto, jamais, proibiu a remuneração dos ministros do evangelho, ao contrário, ele deixou claro que era direito do ministro Cristão receber por seus serviços;

Na primeira carta à Timóteo, ele assim escreve: “ Os presbíteros que desempenham bem o encargo de presidir sejam honrados com dupla remuneração, principalmente os que trabalham na pregação e no ensino.” 1Tm 5.17;

Se na carta a Timóteo, Paulo diz que os bons obreiros deviam receber uma remuneração dobrada, em relação aos demais obreiros, na carta aos Gálatas, ele diz que a remuneração daqueles que ensinavam o evangelho deveria ser retirada de parte dos  bens, daqueles, que recebiam o ensinamento; “E o que é instruído na palavra reparta de todos os seus bens com aquele que o instrui.” Por fim, Paulo escreveu aos cristãos de Corinto, no capítulo nove, de sua primeira carta, endereçada , aquela igreja, a mais completa defesa dos direitos de um ministro cristão,no tocante a sua remuneração, onde deixa claro, que o ministro do evangelho tem o direito de receber pelo serviço espiritual que presta a igreja de Cristo;

  1. Porque tanta dificuldade em reconhecer um princípio bíblico?

Apesar dos inúmeros exemplos registrados na bíblia, quanto ao princípio da remuneração ministerial decorrente do serviço espiritual, prestado a comunidade cristã; Ainda, há no Brasil, entre os cristãos evangélicos, um ranço, contrário à remuneração pastoral;

O motivo deste cisma, creio, que esta ligado a educação pública, que boa parte dos cristãos receberam ao longo da vida;

Ao meu ver, muitos cristãos foram doutrinados ideologicamente por professores com viés socialista, que incutiram na mente dos alunos, alguns mitos, como: serviços essenciais devem ser gratuitos; empreendedores são gananciosos e exploradores do povo; o estado deve suprir a necessidade de todos; e por ai vai… O ponto em comum de todos estes mitos, é que a escassez é ignorada e  a gratidão ou recompensa por algo de bom recebido,só, deve ser ofertada, a uma  entidade terrena abstrata, como o Estado e a ‘Sociedade’; Com o tempo, muitos dos cristãos doutrinados ideologicamente,transferiram, as doutrinas que receberam nas escolas, para dentro das instituições religiosas, das quais são membros, passando a imperar conceitos exógenos a bíblia e ao evangelho de Cristo;

Não é surpresa saber que algo polêmico no brasil, é um assunto trivial,em países onde os cristãos não foram doutrinados por socialistas;

No fundo, aqueles que são contrários, a remuneração pré-fixada pelos ministros do evangelho de Cristo,  ignoram, que as leis difundidas, pelos economistas, como: não existe almoço grátis, ou, a lei da oferta e demanda, não são, apenas, leis econômicas ou comportamental, são leis que foram instituídas pelo próprio Deus e se aplicam ao mundo espiritual;

Conclusão

  1. Existe valor justo?

Se por um lado, existem os cristãos que acreditam que os ministros do evangelho não podem pré-fixar o valor de sua remuneração; Existem aqueles que até concordam com a pré-fixação do valor, porém, exigem que seja um valor justo;

O problema é definir o que seria um valor justo; o valor considerado justo para um, talvez não sera o mesmo para outro; o que fazer então? A bíblia nos dá uma direção sobre o quanto pode ser cobrado por um ministro e o quanto dever ser pago a um ministro;

Em Mateus, 20:1-15, Jesus contou uma parábola que nós dá a resposta da remuneração ideal:

Jesus disse :— O Reino do Céu é como o dono de uma plantação de uvas que saiu de manhã bem cedo para contratar trabalhadores para a sua plantação. Ele combinou com eles o salário de costume, isto é, uma moeda de prata por dia, e mandou que fossem trabalhar na sua plantação. Às nove horas, saiu outra vez, foi até a praça do mercado e viu ali alguns homens que não estavam fazendo nada. Então disse: “Vão vocês também trabalhar na minha plantação de uvas, e eu pagarei o que for justo.” — E eles foram. Ao meio-dia e às três horas da tarde o dono da plantação fez a mesma coisa com outros trabalhadores.Eram quase cinco horas da tarde quando ele voltou à praça. Viu outros homens que ainda estavam ali e perguntou: “Por que vocês estão o dia todo aqui sem fazer nada?”7 — “É porque ninguém nos contratou!” — responderam eles.— Então ele disse: “Vão vocês também trabalhar na minha plantação.”

— No fim do dia, ele disse ao administrador: “Chame os trabalhadores e faça o pagamento, começando com os que foram contratados por último e terminando pelos primeiros.” — Os homens que começaram a trabalhar às cinco horas da tarde receberam uma moeda de prata cada um. Então os primeiros que tinham sido contratados pensaram que iam receber mais; porém eles também receberam uma moeda de prata cada um. Pegaram o dinheiro e começaram a resmungar contra o patrão, dizendo: “Estes homens que foram contratados por último trabalharam somente uma hora, mas nós aguentamos o dia todo debaixo deste sol quente. No entanto, o pagamento deles foi igual ao nosso!” — Aí o dono disse a um deles: “Escute, amigo! Eu não fui injusto com você. Você não concordou em trabalhar o dia todo por uma moeda de prata? Pegue o seu pagamento e vá embora. Pois eu quero dar a este homem, que foi contratado por último, o mesmo que dei a você. Por acaso não tenho o direito de fazer o que quero com o meu próprio dinheiro? Ou você está com inveja somente porque fui bom para ele? “

Repare:

  • Os trabalhadores foram chamados em turnos, ao longo do dia; No final, alguns haviam trabalhado mais do que outros; Do ponto de vista humano, quem trabalhou por mais tempo devia receber mais, porém, não foi assim que fazendeiro agiu;
  • O salário pago aos trabalhadores foi igual, tanto para aqueles que haviam começado no inicio da manhã, quanto para aquele que chegaram no final da tarde;

Porque o fazendeiro estava pagando o mesmo valor para ambos? A resposta é porque cada empregado teve a liberdade de negociar seu salário. Os primeiros trabalhadores poderiam ter pedido um valor maior, porém, estavam satisfeitos com 1 denário, durante a negociação; No fim, só ficaram furiosos com fazendeiro, devido a inveja, que sentiram dos trabalhadores, que melhor, negociaram; Além disso, eles negociavam como um  sindicato e não individualmente, o que acabou, diminuindo a margem salarial de todos;

Em relação ao remuneração pré-fixada, todo ministro cristão esta a serviço do reino de Deus, portanto, cabe a ele, negociar com Deus, o que deseja receber  por seu trabalho(Pedir a Deus algo em troca do serviço que faz, não é pecado, porém, Deus não é obrigado atender o pedido, Ele é Soberano) em seu reino; Logo, o valor justo é definido por Deus, porém,este valor é diferente para cada trabalhador de sua obra.

  1. Na dúvida, não cobre e não pague;

O apóstolo Paulo escrevendo aos cristãos romanos, deixou um importante recomendação, em relação aos temas que temos objeções e dúvidas: Se você tem dúvidas, a respeito de algo ou de alguma coisa, não faça e não coadune com ela; Veja Rm 14.23: Mas quem tem dúvidas a respeito do que come é condenado por Deus quando come, pois aquilo que ele faz não se baseia na fé. E o que não se baseia na fé é pecado.”  O motivo da recomendação Paulina é que tudo que fazemos para o senhor baseado em duvida ou incerteza é pecado; Neste caso, se você acredita que não é certo cobrar um valor pré-fixado, não cobre e não participe de cultos à Deus, onde os ministros cobraram um valor antecipadamente, caso contrário, você estará pecando contra Deus e contra sua consciência e ainda, fazendo, a pessoa que cobrou, também, pecar, devido,  a sua dúvida ou objeção; Esta situação é chamada na bíblia de Escândalo.

Acredito que nem todo o leitor, concordará comigo, quanto a minha posição sobre a remuneração dos ministros. Porém, o princípio geral é que ninguém é obrigado a chamar e pagar por alguém que precifique seu trabalho no reino de Deus, entretanto, ninguém tem o direito de dizer que os ministros que agem assim, estão errados.

Se este artigo gerou valor positivo para sua vida, eu tenho 2 livros, físico e e-book, publicados na Amazon que podem abençoar ainda mais a sua vida.Saiba como venci a depressão e ansiedade e como aprendi a conviver em paz com a minha família. Baixe o aplicativo Kindle  gratuitamente para o seu Smartphone ou computador.

As 10 Lições que aprendi com José

jose-pq

As 10 Lições que aprendi com o profeta Elias

elias-pq

Anúncios