Por favor, leia até final, antes de tirar conclusões precipitadas em relação ao título.

“O preço da liberdade é a vigilância eterna.” ― Thomas Jefferson

Se você se mantém constantemente informado, já deve ter observado que todo jornal, principalmente os eletrônicos como Veja online,G1,Uol ,etc; Tem martelado em seus leitores uma moldura do que seria a forma correta de se pensar em relação ao homossexualismo. Quando digo que isso vem sendo martelado, quero dizer que qualquer assunto tem que haver algum tipo de exaltação à orientação homossexual do indivíduo, não importa se é notícia de esporte,culinária,economia ou policial, o cara perde ou ganha, a primeira coisa que buscam descobrir é o que ele faz em 4 paredes, se for do tipo ‘certo’ (homossexual) dos editoriais de jornalismo e mídia, pronto, pode ter certeza que vai ter uma matéria falando de seu comportamento ‘revolucionário’, obviamente, elogiando a tal condição; Em alguns casos,o homossexual que escreve a matéria, na ânsia de elogia o seu modo de vida, falta dizer que sua orientação sexual é próximo estágio evolucionário da espécie humana, tipo -> primata primitivo-> australopithecus-. Homo erectus-> homo de neardental-> homo sapiens-> homos-sexual. Obviamente que esta doutrinação é cansativa ao leitor, ao ponto que a jornalista Vilma Gryzinsky chamou de chatice, a constante batida na tecla do ‘ gay empoderado’.

Entretanto por maior que seja esta doutrinação, ainda assim ela não é a responsável pela oficialização do casamento Homossexual (Desde 2013, já é possível a união civil homossexual devido a uma resolução do CNJ, entretanto tal resolução não tem amparo legal na lei, sendo que o esforço atual do movimento LGBT é neste sentido, a criação de uma legislação Própria) no Brasil e nem tem sido a principal motivadora no resto do mundo. A real causa que permitiu as legislações em favor do casamento gay ao redor do mundo e também no Brasil foi ocasionada por um descuido dos cristãos, principalmente dos evangélicos, e este descuido ocorreu na relação em que encaramos o poder do estado em nossas vidas privada e espiritual.

Mas que erro foi este? Foi aceitar a interferência do estado na área espiritual, especificamente no casamento. Para quem não sabe o casamento civil como conhecemos hoje, nunca foi uma instituição comum e natural ao Estado, sendo que sua oficialização no Brasil iniciou-se com o golpe de estado que fundou a república brasileira em 1889, antes disso, tanto o governo imperial quanto o governo colonial, jamais se propuseram a se meter na união matrimonial de um casal, o motivo era óbvio: o casamento foi e sempre será, uma instituição divina, algo que os antigos legisladores entendiam com clareza, e note um detalhe: nem mesmo na antiguidade pagã, o casamento era uma instituição do estado. No império Romano, o casamento era uma celebração particular entre as famílias dos nubentes e eram comemorados em forma de culto aos deuses ovacionados pelas famílias, o importante é que nenhum imperador pagão, tentou institucionalizar esta união matrimonial como prerrogativa do estado e mesmo entre os povos pagãos, o casamento sempre foi caracterizado como uma celebração espiritual e privada, a prova disso é que entre os povos pouco afetados pelo poder coercitivo de um estado nacional, como os povos da áfrica subsaariana e os povos indígenas no Brasil, não há qualquer preocupação com casamento civil registrado em cartório,entretanto, ainda assim este povos se casam e formam famílias como as demais comunidades étnicas.

livro historia da vida privada
Este livro retrata como a vida era vivida no império romano

Silogismo Hipotético

Na faculdade de Sistemas de Informação, estudei uma matéria chamada Lógica de Predicados, cujo conteúdo ensinava noções de lógica, a fim de que o futuro programador solucionasse problemas relacionados a inferências proposicionais, entre as regras uma me chamou a atenção: Silogismo Hipotético, basicamente é uma regra de inferência baseada na conseqüência de uma premissa. Simbolicamente, esta  regra de inferência é expressa por: P->Q, Q-> R├ P-> R. Por exemplo:

Se eu não despertar, então não posso ir ao trabalho. Se eu não puder ir ao trabalho, então eu não vou receber o salário. Portanto, se eu não despertar, então eu não vou receber o salário.

Agora note um detalhe, mesmo que a premissa contenha um fato falso, ainda assim não tem como escapar da lógica de inferência da proposição,sendo assim,por mais que a conclusão seja absurda, a lógica do argumento em si é válido e não tem como escapar dele. ex:

Quando bebemos álcool em excesso, ficamos bêbados. Quando estamos bêbados, dormimos. Enquanto dormimos, não cometemos pecados. Se não cometemos pecados, vamos para o céu. Logo, Para irmos ao céu devemos estar bêbados.

Voltando ao casamento homossexual.

O que permiti aos homossexuais de hoje bradarem nas ruas que tem o direito de serem reconhecidos como um ‘casal’ e uma ‘família’ pelo o estado é justamente o fato dos cristãos terem aceitado que o estado tem este poder, o poder para definir o que é um casamento e quando alguém esta casado. Logo não da para escapar da lógica, se o estado tem o poder para definir o que é um casamento, logo quem esta no controle do estado é quem decide quem se casa ou não, mas o pior de tudo é que o estado passa a controlar o resultado final de um casamento: A Família. Isto significa que o mesmo passa a controlar a forma em que esta família é criada e como dever ser estruturada, sendo assim, não é de se espantar que os agentes do estado queiram assumir o lugar dos pais na criação de seus filhos, afinal, a legislação do casamento civil lhes deu esta legalidade. E por mais que os cristãos lutem através da política para impedir isso, o fato do estado ser Laico, não permite que suas políticas Públicas tenham conotações religiosas ou espirituais e como os cristãos permitiram que a república de 1889 tomasse para si o direito divino, religioso e privado do casamento, transformando-o em uma política de interesse público, a batalha para impedir a aprovação de uma lei específica legalizando o casamento Homossexual é simplesmente uma batalha perdida, uma luta contra o tempo e a lógica, cedo ou tarde, as leis serão mudadas a fim de que os poderosos Lobbys homossexual, abortista e estadista sejam contemplados e tudo isso teve como causa um princípio quebrado: Permitir que o estado tome para si, um direito de soberania divina.

O que penso a respeito do casamento

Como cristão acredito que somente Deus tem o poder e a legalidade de legislar sobre o casamento e sobre o produto final deste: a família. O motivo é simples: Foi Deus quem institui e realizou o primeiro casamento através de Adão e Eva, logo ele é o ‘inventor’ do ‘processo’, sendo assim, só ele tem o poder de definir as regras de sua criação. Por mais que tenha que me casar no civil (já que a religião a qual pertenço me obriga a isso), para mim, o que define se um homem e uma mulher estão casados é a cerimônia religiosa feita conforme a palavra de Deus, sendo que o Senhor é a testemunha desta união. Logo, isso significa que rejeito qualquer tipo de política ou ‘aprimoração’ da instituição casamento, além da qual o Senhor Deus institui. Agora é importante se ressaltar que não estou dizendo que é errado um cristão se casar no civil, mas sim que o casamento civil não deve ter a mesma importância e prioridade como o casamento religioso.

Por que escrevi este artigo

Certa vez em evento religioso, ouvi de uma pessoa a qual admiro e respeito, que o casamento religioso era apenas uma instituição criada pela igreja católica, e que aos cristãos evangélicos, bastavam casar-se no civil e já estariam quites com Deus. Na hora preferi ficar quieto, contudo jamais aceitei como correto este posicionamento. O motivo  para mim é que o casamento é uma instituição divina e a cerimônia religiosa é superior ao registro civil,entretanto, me chamou a atenção a lógica que o ‘fulano’ usava para defender a inutilidade do casamento religioso em relação ao casamento civil, para a pessoa, o Estado era quem tinha esse poder, o interessante é que se seguirmos a lógica desta pessoa,o estado também tem o direito de incluir na legislação , o casamento homossexual e pior ainda, também tem o direito de intervir nas famílias, o que aliás já vem fazendo a um bom tempo, o tal estatuto da criança e do adolescente,ECA , é um exemplo, a ideologia de gênero é outro fruto desta lógica. O mais engraçado é que o tal ‘fulano’, como um fiel cristão, é contrário ao casamento homossexual e as tentativas de intervenções por parte do estado na estrutura familiar, contudo o mesmo não percebe que justamente a usurpação de um direito divino (legislar sobre o casamento) levou a toda essa situação atual.

Considerações finais

Acredito que a situação continuará indo de mal à pior pela ótica cristã. Na questão do casamento civil e da família, posso adiantar que depois que for legalizado o casamento Homossexual na forma da lei, o próximo será o chamado casamento PoliAmor, basicamente  um casamento poligâmico, por fim chegará a vez da descriminalização da Pedofilia, que aliás já tem um defensor no congresso.

Quanto a mim, apesar de ser contrário ao ato homossexual, acredito que impedir a aprovação do casamento homossexual é uma batalha perdida desde 1889, quando foi permitido ao Estado Brasileiro um direito que não deveria ter. Acredito que tudo aquilo que começa mal vai terminar mal. Se você constrói a sua vida através de falsas premissas, não tem como escapar da lógica no final, por pior que ela seja.Acredito também que será cada vez maior a perca da liberdade dos Pais na educação de seus filhos, principalmente os cristãos evangélicos.

Por fim acredito que a única forma dos cristãos impedirem que o Estado intervenha cada vez mais em nossas vidas privada é através da diminuição do seu poder discricionário, coercitivo e financeiro, contudo, não tenha muitas esperanças neste sentido, pois a cada dia que passa percebo que muitos cristãos estão cada vez mais querendo o aumento do poder estatal, geralmente pra resolver problemas que o próprio Estado criou.

Nota do autor: Não sou o dono da verdade e acredito que Deus não revela todo os seus desígnios a uma só pessoa de uma única vez, portanto, me asseguro o direito de estar enganado, entretanto, até este momento, tenho convicção de que os fatos que defendi estão corretos e estou aberto ao diálogo.

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