Já parou pra pensar como no porque Jesus proibiu seus discípulos de julgar as demais pessoas? Já reparou que é muito fácil a gente definir uma pessoa pela sua aparência sem antes conhece – lá?
Mt 7.1-6
Não julguem os outros para vocês não serem julgados por Deus. Porque Deus julgará vocês do mesmo modo que vocês julgarem os outros e usará com vocês a mesma medida que vocês usarem para medir os outros. Por que é que você vê o cisco que está no olho do seu irmão e não repara na trave de madeira que está no seu próprio olho? Como é que você pode dizer ao seu irmão: “Me deixe tirar esse cisco do seu olho”, quando você está com uma trave no seu próprio olho? Hipócrita! Tire primeiro a trave que está no seu olho e então poderá ver bem para tirar o cisco que está no olho do seu irmão.
 — Não deem para os cachorros o que é sagrado, pois eles se virarão contra vocês e os atacarão; não joguem as suas pérolas para os porcos, pois eles as pisarão.

Oi, leitor pra você que chegou neste Post, o título acima corresponde a 8º lição da CPAD para a classe de Jovens do 2º trimestre de 2017.

revista de jovens 2017-2
Comentarista:César m. Carvalho

Preconceito e Julgamento

A lição de hoje trás um dos mais difíceis ensinamentos do Cristo, tanto para aprender quanto para por em prática. Comecemos respondendo a 1º pergunta, por que Jesus proibiu seus discípulos de julgarem os outros. A resposta esta no sentido da palavra julgar, troque pela palavra preconceito e você vai entender claramente a lição que Jesus queria ensinar aos seus discípulos. Mas porque Jesus é contra agirmos baseado no preconceito? O motivo é que nosso preconceito acaba impedindo o crescimento do reino de Deus na terra.

 Um bom exemplo para você entender: no livro de Atos dos Apóstolos, Jesus exorta seus discípulos a ficarem em Jerusalém ate que recebessem o batismo com espírito santo, após isso, precisavam levar o evangelho para toda região circunvizinha, isto incluía a região de Samaria, contudo, entre os discípulos havia um preconceito ancestral em relação aos samaritanos e por mais que Jesus combatesse o preconceito através de parábolas como a do bom samaritano e através do convívio social com pessoas de origem samaritana (a mulher samaritana no poço de Jacó) demonstrando aos seus discípulos que o reino de Deus incluía também estas pessoas, ainda assim seus discípulos resistiam ao ensinamento de Cristo, para piorar a situação, os discípulos de Jesus haviam passado por Samaria em uma missão dada por Cristo, antes de sua morte,  nesta missão foram escorraçados da região pelos nativos, ao ponto de João, o futuro ‘Apóstolo do Amor’, pedir a Jesus que mandasse fogo do céu e queimasse vivo os samaritanos; tudo isso contribui para o menosprezo dos 11 discípulos em relação ao povo samaritano, fazendo com que o evangelho não fosse anunciado no local, até que Felipe,um judeu grego,não contaminado pelo preconceito dos apóstolos, impulsionado  pelo espírito santo, anunciou o evangelho aos samaritano, cumprindo assim o IDE de Jesus.

O fato é que quando agimos com base em nossos preconceitos, estamos agindo sobre um ‘Viés’, este termo, defini uma propensão ou tendência de agir e observar fatos e pessoas de forma distorcida da realidade, fazendo com que as ações do indivíduo ‘enviesado’ sejam injustas. Era assim que os discípulos de Jesus agiam em relação aos samaritanos de sua época, e devido isso Jesus ensina a não julgar os outros.

Auto Avaliação

fariseu moderno

Jesus ensinou a não agir sobre um falso conceito ou viés, contudo, ele também nos ensinou a auto-avaliação da consciência. Para que possamos fazer isso é necessário avaliarmos os preconceitos que temos sobre nós mesmos e como os usamos contra as demais pessoas. Um bom exemplo foi o caso da mulher adúltera trazida até Jesus pelos fariseus, a mulher, de fato havia pecado, contudo, os acusadores não percebiam que também tinha pecados, foi ai que Jesus intervir na situação, fazendo com que  todos eles se auto-avaliassem usando o mesmo critério utilizando contra a mulher pecadora.

João 8.1-9:

De madrugada ele voltou ao pátio do Templo, e o povo se reuniu em volta dele. Jesus estava sentado, ensinando a todos. Aí alguns mestres da Lei e fariseus levaram a Jesus uma mulher que tinha sido apanhada em adultério e a obrigaram a ficar de pé no meio de todos. Eles disseram:
— Mestre, esta mulher foi apanhada no ato de adultério. De acordo com a Lei que Moisés nos deu, as mulheres adúlteras devem ser mortas a pedradas. Mas o senhor, o que é que diz sobre isso?Eles fizeram essa pergunta para conseguir uma prova contra Jesus, pois queriam acusá-lo. Mas ele se abaixou e começou a escrever no chão com o dedo. Como eles continuaram a fazer a mesma pergunta, Jesus endireitou o corpo e disse a eles:
— Quem de vocês estiver sem pecado, que seja o primeiro a atirar uma pedra nesta mulher! Depois abaixou-se outra vez e continuou a escrever no chão. Quando ouviram isso, todos foram embora, um por um, começando pelos mais velhos. Ficaram só Jesus e a mulher, e ela continuou ali, de pé.

O psicólogo Daniel Kahneman escreveu o livro ‘Rápido e Devagar- duas formas de pensar’, onde relata que nos seres humanos, acreditamos no viés de que fazemos escolhas racionais o tempo todo, sendo que sua conclusão foi ao contrário, na maior parte das vezes, agimos através de escolhas predefinidas, isto é, fazemos escolhas por intuição ou preconceito.  Esta forma de pensamento ele chama de sistema 1 ou sistema intuitivo, já o sistema 2 ou sistema reflexivo, faz com que observemos que nem sempre os nossos preconceitos são corretos.

rapido e devagar-daniel k

Voltando ao caso de Jesus e a mulher pecadora. A acusação que os Fariseus faziam contra a ela era baseada na premissa intuitiva, porém, correta que a mesma estava pecando contra a lei, entretanto, as palavras de Jesus fizeram com que o sistema 2 de pensar ou sistema reflexivo dos acusadores entrasse em ação, fazendo com que todos eles percebessem o quanto eram também pecadores.

Pense Devagar

garoto-pensando

No verso 6 do capítulo 7 de mateus, Jesus proibi seus discípulos de perder tempo e recursos com pessoas que ele chama de Cães e Porcos. o motivo era simples. Pessoas assim não aceitariam o evangelho do reino de Deus, contudo, como diferenciar estas pessoas daquelas que podem vir a serem salvas? A resposta é através de um julgamento, mas não um julgamento baseado em preconceitos pre-formados e sim um julgamento por fatos reais e vividos por quem julga.

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