Oi, leitor pra você que chegou neste Post, o título acima corresponde a 11º lição da CPAD para a classe de Jovens do 1º trimestre de 2017. se não leu a lição anterior, clique aqui.

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Comentarista: Alexandre Coelho

Até que ponto os cristãos devem obediência ao estado? Ou a igreja e o estado podem caminhar juntos? Ou ainda, a igreja deve ser envolver com o mundo político? Esta lição tem que como objetivo responder do ponto de vista bíblico qual deve ser abordagem dos cristãos em relação a política nos dias atuais.

As Autoridades constituídas e a Submissão a elas

Antes de tudo vale ressaltar que políticas nada mais do que uma tentativa humana de viver em sociedade através de regras de conduta que permitam a convivência pacifica entre indivíduos diferentes, isto significa que todo ser humano é um político em si mesmo e que todo espaço em que mais de um individuo convivendo se torna imperativo existir uma política de convivência relacionada ao ambiente, isto vale para a nossa casa, a igreja, clube social, escola, etc.

Depois de esclarecer o que significa o conceito que a palavra ‘política’ representa, podemos entrar na questão igreja e política. Todas as vezes que se fala de política no meio cristão, há divergências de pensamentos e ações, contudo se analisarmos a palavra de Deus, encontraremos os princípios que o todo poderoso espera que seus filhos sigam.

O 1º princípio é a obediência devida às autoridades constituídas, tanto aquelas foram constituídas por direito, quanto àquelas que estão de fato no poder. Entretanto isto não significa uma obediência absoluta às leis e ao governo. Só Deus tem o direito e a honra de receber louvor, obediência e confiança cega por parte dos seres humanos, isso significa que a obediência civil tem limites. Mas quais são estes limites? Todo o tipo de lei, norma ou regra que tente retirar a gloria de Deus ou que tenha por objetivo subverter a sua palavra não deve ser seguida ou obedecida por aqueles que se dizem cristãos.

O 2º princípio que Deus espera de seus filhos em relação à política e as autoridades, é que estes façam o possível para viver em paz com o governo estabelecido, isto significa que o cristão deve fazer o possível para não se tornar um problema social (parasita que vive de esmola estatal) ou um transgressor da lei (bandido, criminoso), além disso, o mesmo deve procurar honrar com seus deveres pátrios, como permitir que o estado confisque uma parte de seus rendimentos a fim de fazer politicagem e socialismo com o seu suor, obviamente isto não é algo fácil de fazer ou de aturar, principalmente no Brasil, de vez em quando alguns cristãos querem fazer como Gideão e esconder o trigo (rendimentos obtidos pelo trabalho) no lagar com medo da predação dos midianitas (estado e governo), contudo a orientação divina é que devemos pagar impostos, como Jesus pagou.

Os exemplos políticos de Daniel e José

Mas até que ponto, a igreja e os cristãos podem se envolver em política pública? A bíblia não proíbe explicitamente a participação dos cristãos no mundo político, entretanto, deixam exemplos de como se portar entre os políticos profissionais através de dois exemplos de políticos, servos de Deus: Daniel e José.

O 1º exemplo que os dois heróis bíblicos nos deixam é que antes de entrar na política publica é necessário preparação espiritual, psicológica e cientifica. O 2

 º exemplo que Daniel e José nós ensina, é que todo político cristão dever ter uma plano político claro e conciso que siga princípios cristãos e que seja orientado a longo prazo, como foi o plano político de José para o Egito e de Daniel para a Babilônia.outro ponto  importante é que o cargo público não exime o político cristão de servir a Deus em sua vida pessoal, seja na área ministerial, financeira e familiar, isso significa que o político cristão deve seguir o exemplo de Daniel e consagrar a sua vida no altar da santidade. Por fim, Daniel e José nos ensinam outra importante lição relacionada ao mundo político: o ato de conceder. É necessário que todo político cristão saiba ‘dar o braço a torcer’ em assuntos com pouca relevância para se chegar as metas e objetivos que ele traçou. Foi assim que José conseguir implementar a sua política de austeridade no Egito e foi assim que Daniel se tornou um dos primeiros ministros no império persa.

Conclusão

biblia e eleição

Todo cristão deve orar a Deus pelo bem de Israel e pelo seu País, incluindo seus governantes. Não é proibido aos cristãos exercerem cargos políticos, desde que sejam fiéis a Deus e aos princípios bíblicos,vigiando sempre em seu proceder,como se estivessem andando na beira de um penhasco onde a menor distração pode levar a morte. Outra importante lição que todo político cristão deve guardar e seguir, é que não se deve usar o estado, isto é seu poder de coerção para cristianizar a sociedade na força, como fez o imperador Constantino, o motivo é simples o estado tem fundamentos essencialmente anticristãos e antibíblicos e inevitavelmente moldará a igreja de cristo a sua imagem se esta estiver em simbiose com o mesmo. Por outro lado, todo cristão deve procurar obedecer leis e autoridades, ainda que injustas, a fim de não dar motivos para a perseguição do evangelho de cristo, entretanto, relembrando que a obediência absoluta é somente devotada a Deus e a sua palavra.

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