Você sabia que o aborto em si é um movimento de cunho racista contra a população negra? Você sabia que o aborto é contra o gênero feminino? Você sabia que o aborto é a essência da irresponsabilidade?

Quando estava na faculdade, me lembro que havia uma disciplina cuja essência era promover o debate sobre os mais variados temas, entre eles o aborto. O colega responsável pelo tema era um abortista por convicção ou ao menos se dizia ser, no dia do debate, ele soltou esta: ‘não existe argumentos contra o aborto que não seja de cunho religioso’. Eu respirei fundo, contei até 10 e continuei calado, o motivo é que alguns dias antes já havíamos discutido isso, contudo, neste debate, o mesmo, nada falou a respeito  dos argumentos não religiosos contrários ao aborto. Recentemente, acabei por encontrar na internet alguns defensores do aborto alegando a mesma coisa: que não existe argumento não religioso contra o aborto, para combate isso, fiz este artigo.

O aborto é imoral

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já pensou no que ocorreria se a mãe do Albert Einstein tivesse o abortado.

Pra você entender o porquê do aborto ser imoral, responda essa pergunta: é certo tirar a vida de um ser humano que ainda não nasceu? A minha resposta é não. O fato é que todo ser humano é um ser único, diferente dos demais 108 bilhões de seres humanos que já habitaram a terra em épocas passadas, dúvida? Olhe pra seus dedos, as suas impressões digitais são únicas, só existe você com as mesmas linhas e texturas, nunca houve e nem haverá outro ser humano igual a você, pode haver alguém semelhante na fisionomia, porém não será igual na impressão digital, isso significa que cada ser humano tem um valor intrínseco, cada um de nós tem um motivo,uma razão  para existir e cada um de nós contribui para a humanidade, alguns para o bem dela e outros para mal, contudo, só é possível descobrir a individualidade de cada ser humano quando este chega na fase adulta, infelizmente o aborto impede que este desenvolvimento ocorra, milhões de seres humanos deixaram de existir porque outras pessoas decidiram lhe dar um valor segundo a sua própria vontade e desejo, enfim,para um abortista, um ser humano vale o mesmo que lixo: é descartável.

As pessoas que respondem a pergunta acima com um sim, argumentam que o feto não é uma pessoa, por este motivo não tem um valor intrínseco, logo não tem direito de existir ou de nascer, além disso, argumentam que devem ser levados em consideração os direitos da mãe sobre o seu próprio corpo, em si esses dois argumentos são imorais pelos seguintes motivos:

1º se os fetos humanos não têm direitos e valores intrínsecos a vida, isso significa que nenhum outro ser vivo tem direitos e valores intrínsecos a sua própria existência, em outras palavras, cães, gatos e animais selvagem não tem direito de viver, afinal não são pessoas, logo, podemos mata-lós simplesmente por matar, podemos esquartejar todos os animais e demais seres vivos como se nada estivesse acontecendo, afinal, eles não são pessoas não têm direitos e nem valor intrínseco.

2º por mais que as mulheres tenham direito sobre seu próprio corpo, isto não inclui o bebê em gestação. O Motivo: o bebê em gestação não é parte do seu corpo, ele esta dentro do seu corpo. As pessoas quando perguntam a uma mãe sobre a saúde do bebê em gestação, não perguntam como esta o corpo dela e sim como esta o bebê. Entre o corpo da mulher (útero) e o bebê existe a bolsa amniótica, a função é proteger o bebê dos impactos mecânicos e térmicos que ocorram no corpo da mãe.

O aborto é racista

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Já pensou no ocorreria na Africa do Sul se a mãe do Nelson Mandela tivesse o abortado

Umas das faces intrigantes dos defensores do aborto é sua pré-disposição pelo controle de natalidade entre a população negra, nos EUA; Desde 1973 quando a suprema corte permitiu o aborto até os nove meses de gestação, a principal indústria do aborto a Planned Parenthood, colocou 78% de seus gabinetes de atendimento em bairros de pessoas negras, o resultado não tardou a vir: a população negra nos EUA é de apenas 12% do total, mas realizar 37% dos abortos. Mas não é só isso que chama atenção, a fundadora da Planned Parenthood, Margareth Sanger, escreveu um livro em 1922, chamado the pivot of civilization(o eixo da civilização) onde defendia o extermínio das ‘ervas daninha’ que infestavam o ‘jardim humano’, a segregação dos retardados e desajustados e a esterilização forçada das ‘raças inferiores’ especialmente chineses e negros, não foi por acaso que seu primeiro escritório de divulgação tenha sido em um bairro negro: o Harlem em nova Iorque. Seu discurso mudou de nuance apenas no final da 2º guerra mundial, quando ficou patente na Alemanha nazista, o que as idéias de eliminação das ‘ervas daninhas’ podia causar, a sua proposta chamada de O controle da natalidade e os negros (BIRTH CONTROL AND THE NEGRO) se tornou planejamento familiar, as ‘ervas daninhos’ e os desajustados viraram apenas ‘os pobres’.

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Margareth Sanger: a enfermeira que tirava vidas.

A principal defesa dos abortistas em relação ao fato de haver maior porcentagem de abortos entre os negros é a pobreza, para defensores do aborto, as mulheres negras abortam mais porque são mais pobres em relação as mulheres brancas, entretanto, a diferença na taxa de aborto entre a população branca e negra é sempre maior para os negros em qualquer faixa de renda, isso significa que não importa o nível econômico em que esteja a mulher negra,  a quantidade de  aborto é  sempre  maior do que a realizada por mulheres brancas.

O aborto é antifeminista

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o que teria ocorrido com o movimento negro se a mãe de Martin Luther King o tivesse abortado?

Uma das maiores contribuições do cristianismo para mulher foi o direito a concepção e a criação dos filhos. Quando os cristãos surgiram no império romano, a forma que eles tratavam as mães e os filhos eram inovadores para a época, para os cristãos, os seus bebês eram heranças divinas, portanto, deveriam ser bem cuidados. Pelo costume romano apenas o pai tinha o direito de aceitar ou não um bebê como seu filho, naquela época quando uma mulher romana dava luz a um bebê, as parteiras o colocavam no chão perante o chefe da família e se esse chefe pegasse do chão a criança em seus braços significava que ele reconhecia esta criança como sua, portanto, passível de receber o seu legado e sua herança, entretanto, por vários motivos os romanos rejeitavam seus filhos, alguns por que achavam que a criança não era sua, outras vezes, era porque tinha algum tipo de doença ou defeito físico, mais a principal causa que levava os romanos a rejeitar os recém nascidos era o sexo feminino, para um romano apenas seu filho poderia levar o legado da família, apenas os homens poderiam servir no exército e alcançar cargos públicos, apenas os homens poderiam defender a honra da família, esta rejeição era maior quando se tratava dos filhos dos escravos, afinal, os piores serviços precisavam de força física, logo não era financeiramente viável alimentar uma mulher que não aguentaria o trabalho bruto,quando rejeitadas, as crianças eram deixadas na frente de casa, para o caso de alguém adota-lás, caso contrário, elas acabaria jogado no rio Tibre.

Umas das coisas mais absurdas que existem nos movimentos feministas é a defesa do aborto, o fato é que os países em que o aborto é permitido são justamente os bebês do sexo feminino que tem as maiores chances de serem assassinados, a China é principal exemplo deste caso ao ponto de ser o único país no mundo com mais homens do que mulheres, são aproximadamente 40 milhões de homens a mais do que mulheres,por outro lado, no resto do mundo é justamente o contrário, sempre tem mais mulheres do que homens. Mas não é apenas a China que entrou na onda do genocídio feminino, a vizinha Índia resolveu copiar parte da política chinesa, desde 1971 é permitido o aborto no país, o resultado é que os bebês do sexo feminino são a maior parte dos abortos, ao ponto do primeiro ministro Narendra modi lançar uma campanha visando diminuir os abortos de meninas, no caso indiano, não há uma pressão do governo em prol do aborto, no entanto, ocorrem duas situações contra a vida dos bebês femininos: a maior parte da população vive na zona rural e depende da força de trabalho humana, nestes casos para os pais vale mais apena ter filhos homens para o trabalho no campo, além disso, há ainda outro fator: o casamento. Quando uma moça casa na Índia a sua família deve dar um dote para a família do noivo, obviamente, isso é um fardo para os pais da noiva, portanto, um incentivo para que não tenha filhas.

O aborto é irresponsável

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Como seria a independência da Índia se a mãe de Gandhi o tivesse abortado?

Um dos benefícios da sociedade pós-moderna é o acesso fácil e irrestrito a informação. Nunca houve na história da humanidade um momento como este em que estamos vivendo, a sociedade nunca esteve tão bem informada como está agora. Contudo, nunca houve na história da humanidade um momento em que as pessoas agissem de forma tão irresponsável quanto hoje, este fenômeno se tornou cada vez mais claro com a geração Y e tem tudo para banalizar na geração Z;

A causa desta falta de responsabilidade esta na filosofia niilista e frankfurtiana, para ambas as filosofias todo valor é relativo, não existe verdade eterna e imutável, logo não parâmetros de bom comportamento e nem de moral;

Pra você entender o que quero dizer: alguns anos atrás, independentes da religião, o sexo não era bem visto fora do casamento, para que um casal pudesse transar sem sofrer repreensão de sua família e da sociedade, eles deveriam ser casar e formar uma família, contudo, com a relativização dos conceitos bíblicos e das tradições  familiares, a prática do sexo foi banalizada ao ponto de todo mundo saber como é, como se faz e mesmo assim não se importar com as conseqüências. Bastar olhar os números de gravidez indesejada, principalmente entre as adolescentes, todos elas sabiam que isso ocorreria se fizesse sexo sem preservativo, contudo, não tomaram precauções(e olha que o governo da camisinha de graça em postos de saúde), o fato é que a cultura da irresponsabilidade já esta implantada na mente dessas jovens, primeiro, fazem sexo fora do casamento, segundo, não se preocupam com as inúmeras formas de anticoncepção disponível a baixo custo, terceiro, já que fizeram todo resto, por que não abortar? O aborto é o último limite quebrado pela selvageria humana: o direito à vida.