Oi, leitor pra você que chegou neste Post, o título acima corresponde a 13º lição da CPAD para a classe de Jovens do 4º trimestre de 2016, aliás se não leu a 12º lição clique aqui.

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Comentarista: Thiago Brazil

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Já reparou que a humanidade busca alguns objetivos que são inatingíveis. Por exemplo, a paz; procure em qualquer livro de história ou no Google e você vai perceber que nunca houve paz na história humana, os seres humanos sempre estiveram em guerra uns contra os outros e mesmo quando há ou houve momentos de trégua, foram tempos circunstanciais e tensos, por exemplo, o período entre as  neo-colonizações europeias e a 1º guerra mundial, conhecido por ‘paz armada’, este período ilustra bem uma trégua tensa e circunstancial, por outro lado, quando os seres humanos não estão lutando entre si, estão sofrendo com a natureza, aliás, as poucas vezes em que há ausência temporária de conflito é porque o planeta terra está em ebulição,o resultado são furacões, terremotos, ventanias, chuvas torrenciais,etc; Contudo e apesar de tudo, a humanidade procura por paz; mas qual é o motivo desta busca?

A resposta não é simples, entretanto, quero demonstrar uma curiosidade da mente humana presente em todos nós, eu a chamo de ‘instinto do peixe de aquário’, se tiver um aquário em casa, repare o movimento dos peixes, eles vão de um canto ao outro do aquário, a água e o espaço é  o mesmo de sempre, eles precisam se manter nadando para sobreviverem,entretanto, eles não precisam buscar nas bordas do aquário uma saída para um outro ambiente, afinal as coisa por ali é sempre as mesmas, porém, eles continuam nadando buscando uma saída, o motivo: seu instinto;

Sua espécie não se desenvolveu em aquários, ao contrário, foi no mar ou em rios, de qualquer modo era um local espaçoso, com inúmeras fontes de comida, podiam se deslocar para inúmeros ambientes, por mais que aqueles pequenos peixes vivam em um ambiente controlado artificialmente, os seus instintos lhe diz que existe um lugar melhor, mais apropriado a sua vida, onde ele pode viver conforme sua natureza em companhia de outros de sua espécie.

Acredito que nós buscamos a paz pelo mesmo instinto que guia o peixe de aquário à procura do mar, dentro de nós há uma esperança de que é possível viver a plenitude de tudo aquilo que sonhamos, dentro de nós há uma fé que nós guia a buscar por este oceano de águas tranquilas, a bíblia revela que fomos criados à imagem e semelhança do eterno Deus, isto significa que dentro de nós há um espírito que busca voltar para sua fonte de vida e existência, há um espírito que busca agradar aquele que o criou, dentro de mim e de você, há um desejo incompreensível de voltar às origens do objetivo de nossa criação.

 O fim do começo

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O maior objetivo da humanidade é adorar a Deus. Voltando ao ‘instinto do peixe de aquário’- assim como buscamos a paz, buscamos adorar a Deus. Todo ser humano vai ao longo de sua vida adorar a alguém ou alguma coisa, alguns adoram objetos, outros adoram conceitos e idéias, e todo cristão busca e deve adorar a Deus. O motivo é o espírito de vida que há dentro de cada ser humano, este espírito é o que dá vida a matéria inerte e torna o pó inorgânico em célula orgânica, faz com que o pó da terra tenha vida e tenha vontade própria, este espírito teve sua origem em Deus, portanto, luta para estar com ele, sua vontade é adorar e prestar homenagens ao seu criador, isto não significa que Deus precise de adoração, ao contrário dos deuses da mitologia grega que precisavam ser venerados para não desaparecerem, o criador é eterno, contudo, para que nossa existência tenha sentido é necessário se entregar a tarefa primordial exercida pelo espírito de vida que há em nós: adorar a Deus.

O que ocorre ao não adoramos a Deus? Como disse anteriormente, iremos adorar a alguém ou alguma coisa, o fato é que ao não adoramos a Deus, estamos invalidando o objetivo de nossa existência, significa que ao invés de enviar gratidão e louvor à fonte de vida eterna, estaremos enviando a nossa gratidão para alguma outra coisa. Os ateus não reconhecem a fonte de vida eterna e invariavelmente escolhem enviar suas homenagens e ações de graça para ciência ou para o Estado, ambas, construções sociais humanas, por outro lado, há aqueles que reconhecem a existência da fonte de vida, mas não tem tempo para ela, e no momento de agradecer e adorar, enviam suas ofertas para o sexo, dinheiro, drogas, etc;

O fato é que qualquer criatura, se suas ações não adoram ao criador, ela perdeu o seu objetivo de existência;

Começo do fim

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No filme ‘procurando Nemo’, há uma cena em que o peixe que dá nome ao título do filme, esta preso dentro de um aquário e com a ajuda dos demais peixes, consegue fugir do local e voltar ao oceano, toda loucura e dificuldade para se encontrar com seu pai é esquecida mediante a alegria do reencontro, é óbvio, que se trata de uma ficção infantil, mais tem uma importante mensagem para o telespectador; não importa os obstáculos que você enfrente, estar junto de sua família e no seu devido lugar não tem preço. A mensagem também vale para todo o cristão, não importa os desafios, as perseguições, a nossa natureza humana e o maligno que busca nós destruir, tudo isso nós podemos vencer, desde que estejamos rumo ao objetivo de nossa existência.

A bíblia assegura que chegará um momento em que nós encontraremos com o criador do universo, este momento será de extrema alegria e felicidade, todas as nossas dificuldades e tristezas não serão esquecidas, mas se tornarão irrelevantes, face ao momento maravilhoso que estaremos passando.

 Uma eternidade inteira para adorar

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Imagine que você tivesse acesso a tudo que existe no universo, que você pudesse se deslocar para qualquer galáxia, que seu corpo não estivesse mais imune à morte, que você pudesse ter tempo para aprender sobre tudo o que existe no universo, qual seria sua reação? É praticamente impossível saber o que faremos quando tudo isso ocorrer, o fato é que vivemos em um aquário, a espera de sermos resgatados por Deus para só então podermos explorar o oceano de sua graça e criatividade, mas há uma coisa que tenho certeza que todos nós faríamos se tudo o que descrevi acima já houvesse ocorrido: seremos eternamente gratos a Deus.

Em algum momento no futuro, o instinto que temos de adorar a Deus será completamente efetuado, não viveremos por apenas alguns anos, mais teremos o fim do tempo cronológico, o espaço sideral em que vivemos será transformado, ficará conforme o plano original do criador, a matéria que guarda nossa alma e espírito de vida será transformada. Enquanto esperamos o resgate no aquário, devemos priorizar a comunhão com Deus através de Cristo Jesus e para viver o melhor desta comunhão ainda na terra, a atitude mais sábia que podemos tomar é permitir que o espírito de vida que há em nós tenha liberdade de adorar a Deus na grandeza de sua glória e majestade. Amém.

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