Oi, leitor pra você que chegou neste Post, o título acima corresponde a 12º lição da CPAD para a classe de Jovens do 4º trimestre de 2016, aliás se não leu a 11º lição clique aqui.

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comentarista: Thiago Brazil

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Se você tivesse vivido durante a 2º guerra mundial, especificamente no Reino unido por volta do final do ano de 1940 e inicio de 1941, teria sentido uma espécie de histeria coletiva no ar, o motivo era a possível invasão alemã das ilhas britânicas, a situação se tornou crítica devido ao temor de haver agentes alemães espalhados no meio da população britânica, os principais apontados de fazerem parte da “5º coluna” eram soldados sem identificação resgatados da praia de Dunquerque ou qualquer outra pessoa com comportamento anti britânico ou não britânico o suficiente perante os olhos da opinião publica, por fim, Hitler resolveu levar sua máquina de guerra para URSS depois de sua aviação ser surrada pela RAF pondo fim ao jogo de detetive de parte da população britânica, minha intenção ao relembrar este fato histórico e ressaltar o perigo que britânico viam nos agentes do inimigos, por mais que fossem poucos e solitários, os estragos que uma dessas raposas podia causar no galinheiro era enorme, a desconfiança da população por mais que deixasse um clima de tensão no ar, impediu que uma rede de espionagem alemã se formasse dentro das ilhas britânicas de forma satisfatória.

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Agora imagine a situação britânica na 2º guerra mundial  no meio cristão, estamos em constante luta contra o reino da trevas e contra a nossa natureza humana, e ainda temos que nos preocupar com os falsos irmãos que podem ser agentes do inimigo, plantados no meio do povo de Deus para trazer prejuízo a colheita divina, não duvide de satanás, ele já fez isso no passado, no livro de êxodos 12.38, Moises escreveu que uma parte do povo que saiu junto dos israelitas do Egito não era judeu, este povo viviam no meio de Israel, tinham amizade com os judeus, mas seus deuses e seus princípios eram anti IAVÉ, eles saíram do Egito juntos com Israel pelo fato de também sofrerem na mãos dos egípcios e com a saída dos hebreus perceberam que sobre eles ficariam todo o trabalho feito pelos israelitas, por este motivo se enfiaram no meio dos hebreus na fuga do Egito, entretanto, estas pessoas eram agentes de satanás no meio de Israel, não tinha compromisso com IAVÉ, não respeitavam sua lei, foram eles que começaram os levantes para retornar ao Egito, foram os primeiros a murmurar contra Deus e Moises, quando os 10 espias voltaram de sua viagem de reconhecimento da futura Israel, foram estas pessoas que iniciaram o tumulto e insuflaram a dúvida na mente de toda a nação hebreia, contudo, ao primeiro olhar este ‘novos judeus’ não pareciam diferentes dos demais, assim como na parábola do joio e do trigo, sua fé  e seu comportamento eram similar aos demais hebreus,entretanto, ao longo dos 40 anos no deserto suas ações levaram a todos os homens e mulheres que saíram do Egito a morrerem no deserto.

 A denúncia de Pedro como alerta para nossos dias

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Síndrome do pastor Elvis Presley

O apóstolo São Pedro orientado pelo espírito santo através da experiência que Israel tivera no deserto alertou a igreja de cristo de todos os tempos para o surgimento de falsos profetas e falsos pastores no meio do povo de Deus, em sua época isso já se tornava comum, os homens e mulheres que se diziam cristão, mas cuja principal missão era espoliar o povo de Deus, outros tinham idéias e filosofias que contrariavam o evangelho de Jesus, suas principais preocupações eram a satisfação de seus desejos carnais, para isso davam conselhos e doutrinas que levavam os cristãos a se afastarem do evangelho, mais tarde Jesus vai falar contra algumas dessas pessoas na chamada carta as igrejas da Ásia no livro de apocalipse.

Uma das características de um falso pastor é a síndrome de Elvis Presley, o sujeito quer agradar a Deus e ao mundo ao mesmo tempo, quer fazer sucesso na comunidade secular e ser reconhecida por ela, e também quer ter o mesmo sucesso e reconhecimento por parte de Deus, o problema é que geralmente o que o mundo secular aplaude é contrário as doutrinas divinas e o que a bíblia ensina,não obstante o apóstolo São João escreveu que aquele que se torna amigo do mundo se constitui inimigo de Deus, contudo para uma pessoa sedenta de reconhecimento mundano, alguns leis divinas podem ser amoldadas e reformulada para caber todo tipo de bizarrice e moda anticristã, o resultado é uma deturpação do evangelho, onde ninguém mais muda de vida e nem precisa de transformação, igrejas com esta mentalidade são all catcher, pegam de tudo, desde que haja números envolvidos, de preferência na conta bancária.

Modismos na Adoração

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Esse levou a serio a expressão:’óleo sobre a barba de Arão caindo na sua veste’…

Quando eu era criança a coisa mais legal que tinha na igreja era à hora da oração no final do culto por dois motivos: o 1º é que gostava de ver as pessoas endemoninhada se estrebuchando no chão, de vez quando o bicho ficava violento e os irmãos corriam ou apanhava do endemoninhado, na hora eu não sabia se ria pelas cacetadas ou se chorava de medo, na maior parte das vezes ficava uma boa distância para caso o ‘Zé pilantra’ viesse para meu lado eu tivesse tempo de ‘dar’ uma de José: virar a bunda e correr. A outra motivação era os óleos ungidos que os irmãos passavam na testa do povo para ungir contra os poderes das trevas, me lembro que se faziam algumas filas dentro da igreja, onde no inicio de cada uma delas ficava um pastor com uma garrafa de ‘óleo ungido’ para besuntar o povo, era um sofrimento para os adultos com pressa de voltar para casa, pois eu e as demais crianças éramos as primeiras a serem ungidas e depois de ungidas saíamos da fila e íamos para outra para ganhar mais óleo na testa, contudo, a situação ficava hilária era quando chamavam o pastor para vir orar em casa, a tal oração era um pretexto para o pastor trazer óleo ungido, pois o que a gente queria era ter a casa ungida… Haja óleos nas paredes! Cada parede, uma borrifada de óleo, uma oração e pronto a casa tava protegida do capeta!

Eu descrevi essa situação, pois quero ressaltar um efeito de todo modismo: ele serve como amuleto para o povo sem fé. Na minha infância a moda era óleo ungido, no fundo o que as pessoas esperavam do óleo ungido era uma proteção contra o mal, independente ou não de estarem vivendo uma vida que agradava a Deus, bastava estarem ‘ungidas’, afinal ninguém podia tocar-nos ‘ungidos’ do senhor… [ironia] O que elas não percebiam é que aquilo tudo as afastavam de conhecer o que de fato Deus queria delas, a bíblia registra que o povo de Israel transformou uma serpente de bronze em um amuleto em oposição à fé em Deus, foi preciso que o rei Ezequias a destruísse para que adoração bizarra tivesse fim, se olharmos para dias atuais em alguns lugares só trocamos os amuletos, antes eram óleos ungidos, agora é copo de água, vassoura ungida; precisamos fazer o que Ezequias fez em seu tempo, colocar abaixo todo tipo de atitude que nos afastar de conhecer e adorar a Deus em santidade.

Modismos no Louvor

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Gaga:a bizarrice em pessoa, aliás fonte de inspiração para alguns cristãos

O cristianismo ao longo da eras recebeu influências de outras religiões, principalmente do Judaísmo, entretanto, o cristianismo deixou uma marca única no mundo e nas demais religiões: a música. Antes do cristianismo, só o judaísmo tinha louvores e cânticos associado a sua liturgia de culto a Deus, no entanto, estes louvores na maior parte das vezes eram declamados em forma de poesia e não como uma canção, o cristianismo mudou isso, ao ponto de todos os cultos, os cânticos serem entoados antes da palavra final, com passar do tempo, a música cristã se tornou parte do patrimônio cultural do mundo ocidental e se tornou fonte de inspiração para músicas seculares, contudo, nos dias atuais tem ocorrido o inverso, são as músicas seculares que se tornaram inspiração para hinos de louvor a Deus.

Uma das conseqüências da secularização da música cristã é a profissionalização do setor, louvar a Deus se tornou um negócio rentável, novamente aqui, cabe o alerta de São Pedro, afinal não são todos que se dizem cristãos que de fato querem louvar a Deus, alguns destes cantores e grupos de louvor são joios no meio do trigo, raposas no galinheiro, fazem o mesmo tipo de obra que a Jezabel de Ap 2.20 fazia, até profetizam na casa do senhor, mas gostam mesmo é de participar da mesa dos demônios.

Voltando a questão da profissionalização do louvor, é um efeito natural da institucionalização da adoração [ver lições anteriores], a profissionalização em si não é errada, ao contrário, o próprio Deus deu instruções para que o serviço dos sacerdotes e levitas no antigo testamento se tornasse uma profissão organizada e burocrática, o que de fato Deus detesta é a incompetência e a quebra de suas leis, Abiú e Nadabe descobriram isso quando apresentaram uma adoração estranha diante de Deus,sua punição foi a morte imediata, Uzá resolveu quebrar as ordens divina e colocou as mãos na arca da aliança onde não devia pegar, seu modismo foi punido com a morte.

Todo cristão deve ter em mente que sempre irá surgir uma moda no meio do povo de Deus cujo sucesso será arrebatador, por algum tempo. O que devemos fazer é procurar servir a Deus de forma decente e não escandalosa, buscando o equilíbrio e a inspiração do espírito santo.

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