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e se Deus fosse investidor?

Você já parou para pensar na ação divina revelada na bíblia em termos financeiros? Se você parar e meditar na bíblia o que ela registra a respeito de Deus e de sua bondade para com a humanidade, vai notar que o todo poderoso não faz nada por fazer sem querer algo em troca, ao contrário, Deus é um investidor com olhos de fogo que sabe bem o que esta sendo feito com o seu capital alocado na empresa humanidade, no antigo testamento Deus investiu em Israel, lhes dando a terra prometida, vitória sobre inúmeros inimigos, contudo, seu retorno era que o povo o obedecesse fielmente, entretanto, quando ficou claro para o investidor divino que seu capital estava sendo mal administrado e ao invés de lucro teria prejuízo , tratou de tomar as medidas previstas no contrato de deuteronômio 28, as conseqüências foram exílio na babilônia, templo e Jerusalém destruída.

Mas quais são os parâmetros de investimento divino? No evangelho de Mateus 25.14-29 encontramos a parábola dos talentos, onde Jesus explica a lógica do investimento divino, abaixo segue as lições que podemos tirar desta parábola de Jesus:

Jesus continuou:

— O Reino do Céu será como um homem que ia fazer uma viagem. Ele chamou os seus empregados e os pôs para tomarem conta da sua propriedade. E lhes deu dinheiro de acordo com a capacidade de cada um: ao primeiro deu quinhentas moedas de ouro; ao segundo deu duzentas; e ao terceiro deu cem. Então foi viajar. O empregado que tinha recebido quinhentas moedas saiu logo, fez negócios com o dinheiro e conseguiu outras quinhentas. Do mesmo modo, o que havia recebido duzentas moedas conseguiu outras duzentas. Mas o que tinha recebido cem moedas saiu, fez um buraco na terra e escondeu o dinheiro do patrão.

— Depois de muito tempo, o patrão voltou e fez um acerto de contas com eles. O empregado que havia recebido quinhentas moedas chegou e entregou mais quinhentas, dizendo: “O senhor me deu quinhentas moedas. Veja! Aqui estão mais quinhentas que consegui ganhar.”

 — “Muito bem, empregado bom e fiel”, disse o patrão. “Você foi fiel negociando com pouco dinheiro, e por isso vou pôr você para negociar com muito. Venha festejar comigo!”

 — Então o empregado que havia recebido duzentas moedas chegou e disse: “O senhor me deu duzentas moedas. Veja! Aqui estão mais duzentas que consegui ganhar.”

— “Muito bem, empregado bom e fiel”, disse o patrão. “Você foi fiel negociando com pouco dinheiro, e por isso vou pôr você para negociar com muito. Venha festejar comigo!”

 — Aí o empregado que havia recebido cem moedas chegou e disse: “Eu sei que o senhor é um homem duro, que colhe onde não plantou e junta onde não semeou. Fiquei com medo e por isso escondi o seu dinheiro na terra. Veja! Aqui está o seu dinheiro.”

— “Empregado mau e preguiçoso!”, disse o patrão. “Você sabia que colho onde não plantei e junto onde não semeei. Por isso você devia ter depositado o meu dinheiro no banco, e, quando eu voltasse, o receberia com juros.”

— Depois virou-se para os outros empregados e disse: “Tirem dele o dinheiro e dêem ao que tem mil moedas. Porque aquele que tem muito receberá mais e assim terá mais ainda; mas quem não tem, até o pouco que tem será tirado dele.

1º lição: independente de quem você seja, Deus lhe dará ao menos um talento ou habilidade.

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Cada pessoa tem uma habilidade especial.

A primeira coisa que texto bíblico esclarece é que todos os empregados receberam ao menos um talento, Jesus deixa claro isso no inicio da parábola, o patrão vai viajar e chama todos os seus empregados e divide sua fortuna com os três, independente deles aceitarem ou não receber o capital, tiveram que pegar o dinheiro e investir em alguma coisa, o patrão não aceitou desculpas de falta de capacidade ou de tempo ou experiência em negócios, foi curto e grosso: toma este talento é para você administrá-lo enquanto estiver fora.

A palavra talento significava uma unidade monetária na época de Jesus composta por 100 moedas de ouro, ou 600.000 moedas de prata, ou ainda 19 anos de trabalhando por uma moeda de prata ao dia, isto revela que o empregado que recebera apenas um talento tinha em suas mãos um capital significativo.

Por outro lado a palavra talento representa tudo àquilo que temos recebidos de Deus como bênçãos em nossa vida: isso envolve habilidades naturais, dons espirituais, capital financeiro, beleza física, inteligência e capacidade intelectual, saúde e oportunidades abertas pela graça de Deus.

 O que importa é que ninguém pode dizer não ter recebido nada de Deus, todos nós temos uma habilidade, dom, ou oportunidade em que possamos ser ótimos naquilo, aliás, para aqueles que buscam igualdades de condições esta parábola demonstra a única igualdade oferecida por Deus: a igualdade na distribuição de talentos.

2º lição: Deus lhe dá talento segundo sua capacidade de administra-lós.

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capacidade e união

O patrão não distribui talentos de forma igualitária e sim meritocrática, deu a cada um segundo sua capacidade e não sua necessidade, ao mais experiente e empreendedor deu 5 talentos,  para o que estava seguindo os passos do empreendedor sênior deu 2 talentos, e para aquele que patrão sabia ser acomodado deu 1 talento.

3º lição: a capacidade vem em companhia da iniciativa.

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Saindo da zona de conforto

Observe o que Jesus fala: o empregado mais capacitado não ficou parado olhando o dinheiro que havia recebido de seu senhor, ao contrário, ele logo saiu e foi fazer negócio com aquilo, logo após ele sair e ir fazer negócio, o que havia recebido dois talentos, segui seu exemplo e foi fazer negócio também, por outro lado, o que havia recebido um talento foi o último a tomar uma decisão, ele observou o que os outros estavam fazendo e tomou a decisão de evitar correr riscos.

4º lição: Deus busca lucro em seus investimentos.

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Árvore que não dá fruto vira lenha

A sim que você termina de ler a parábola, percebe que para Jesus era moral lucrar por meio do uso dos Dons que Deus investiu em cada um de nós, por outro lado, percebe se que atitude de não fazemos nada com aquilo que Deus nos deu é imoral, pois estamos em posse de um capital escasso em um espaço de tempo que só nós podemos administrá-lo, ao enterramos os dons que Deus nós deu, estamos impedindo que ele receba uma taxa de retorno razoável para o seu investimento inicial.

Resumo: para Deus tempo é dinheiro.

5º lição: Deus requer produtividade de seus servos.

Businessman drawing a rising arrow

Quando o patrão volta da viagem e descobre que seu empregado acomodado tinha feito menos do que ele esperava que fizesse, fica furioso, o motivo é que este poderia ter deixado o dinheiro com os banqueiros e o patrão teria um bom lucro com juros decorrente do empréstimo, no entanto, ao descobrir que o servo nada tinha produzido, percebe o prejuízo que teve ao não repartir aquele talento entre os servos empreendedores.

6º lição: quem procura estabilidade sempre encontra insegurança.

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O que separa a estabilidade da insegurança é uma linha tênue.

Na sua defesa o servo acomodado diz que teve medo de investir o dinheiro por causa do patrão, achou que se investisse e perdesse seria punido pelo mesmo, então decidiu não fazer nada, ou melhor, buscou estabilidade.

Na tradição rabínica, enterrar dinheiro era o melhor seguro contra roubo ou perca, se uma pessoa enterrasse o dinheiro e algo acontecesse com o dinheiro, esta pessoa não teria culpa, por outro lado, se ela colocasse em um pano ou bolsa ou fizesse negócio com este dinheiro e houvesse percas e roubos, esta pessoa deveria arcar com as percas.

 O empregado acomodado optou por se ver livre da insegurança do mundo e não queria perder seu emprego e proteção patronal, para isso fez o que a tradição rabínica da época ensinava, no fim ele recebeu o que tentava evitar: insegurança e instabilidade, em outras palavras, desempregado e sem dinheiro.

7º lição: para Deus, riqueza não é um jogo de soma zero.

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É sempre possível crescer juntos

Um jogo de soma zero implica que os competidores só ganharam se conseguirem impedir que seus concorrentes obtenham os mesmo recursos que o seu ou ainda para que eu vença você tem que perder, contudo, Jesus foi contrário a esta mentalidade.

 Na parábola dos talentos quando o patrão sai para viajar deixa 8 talentos nas mãos de seus empregados, quando volta havia 15 talentos com eles, o que chama atenção é que o empregado com maior capacidade de administração não tomou ou roubou os dois que tinha menos talentos para conseguir dobrar o capital inicial sobre sua responsabilidade, o mesmo ocorreu com o segundo funcionário, ambos dobraram seus capitais, gerando valor para as pessoas de sua comunidade, caso aqueles empregados tivessem roubado  ou fraudado alguém para obter lucro, o patrão teria o repreendido, pois eles estava trabalhando com o seu dinheiro e em seu nome.

 O mesmo serve para os dias de hoje, os empreendedores não são ricos por roubarem dos pobres e sim por gerarem valor para milhões de pessoas. Infelizmente, ainda há pessoas que acreditam que as riquezas são um bolo fixo que para alguém ser rico outro milhares tem que ser pobres, o que não percebem é que as riquezas crescem a cada dia, aumentando a quantidade que cada pessoa pode obter.

8º lição: os vencedores vivem pela Fé em ação.

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A fé é a certeza de que a corda não vai arrebentar

O escritor aos hebreus declara “Sem fé ninguém pode agradar a Deus, porque quem vai a ele precisa crer que ele existe e que recompensa os que procuram conhecê-lo melhor.”

Se você notar na parábola dos talentos, o empregado que mais lucrou foi justamente o que teve mais fé, quando ele recebeu os 5 talentos não sabia se ia ter lucro ou prejuízo, só sabia que tinha que investir aquilo que estava sob sua responsabilidade e que deveria enfrentar os riscos inerentes ao negócio, pois se perdesse aquele dinheiro teria que presta contas ao seu patrão depois que este retornasse;

 Agora eu te pergunto: quem teve mais fé, aquele que correu o risco de perder 5 talentos ou o que correu risco de perder 2 talentos?

Jesus deixou esta importante lição: os grandes vencedores são pessoas que colocam sua fé em prática, não basta apenas ter fé, é necessário colocar ela para funcionar. O empregado que enterrou o talento é justamente o arquétipo do fracasso, não teve fé nem em Deus e nem em si mesmo.

9º lição: todo fracassado culpa alguém por suas derrotas.

Dilma Rousseff: 'Do I look happy, Mr Obama?'
A culpa é sempre dos outros…

Já reparou que tem gente que nunca faz uma autocrítica? Todo mundo erra, menos ele, todo mundo tem culpa, mas ele não. Aliás, isso me lembra a ex-presidente Dilma Rousself ao se defender no senado no processo de impeachment culpou os outros países do mundo pela crise no Brasil, culpou a oposição pelo processo que estava sofrendo, chamou de golpista a população que desejava sua queda, culpou Eduardo Cunha por haver aberto o processo de Impeachment, só não culpou a si mesma e não fez uma autocrítica de seu governo;

 Pessoas assim culpam Deus por suas derrotas o tempo todo, na parábola Jesus demonstra que estas pessoas colocam a culpa nós outros e que usam esta acusação para defenderem seus erros e fracassos, no caso da parábola o servo acomodado culpou seu patrão pelo seu fracasso, pois este havia lhe dado o talento sem que este desejasse.

E você, já assumiu a culpa pelos seus fracassos  e derrotas ou esta fazendo o que Dilma Rousself fez?

10º lição: Deus permiti que os ricos fiquem mais ricos ainda.

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A cara da riqueza

Todas as vezes que não lucramos com os talentos que DEUS colocou sobre nossa responsabilidade, ele permiti que pessoas lucrativas arranque de nós aquilo que ele nós deu.

Foi o que ocorreu com o empregado acomodado, o patrão não tomou o dinheiro que havia lhe dado, mas ordenou que o mais capacitado de seus empregados tomasse o dinheiro, a fim de que pudesse dar lucro.

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