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Quando o legalismo substitui a adoração

Oi, leitor pra você que chegou neste Post, o título acima corresponde a 7º lição da CPAD para a classe de Jovens do 4º trimestre de 2016, aliás se não leu a 6º lição clique aqui.

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Comentarista: Thiago Brazil

Já observou que muitas vezes fazemos atividades que não sabemos o porquê delas existirem ou serem feitas da forma em que são, contudo, as fazemos por que nossos pais fazem e nossos avôs fizeram? Você já deve ter ouvido ou lido a respeito deste experimento científico com macacos:

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Costumes que não tem explicação…

Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula.  No meio, uma escada, e sobre ela, um cacho de bananas.  Quando um macaco subia na escada para pegar as bananas, um jato de água gelada era disparado sobre os que estavam no chão.  Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros o impediam e o enchiam de pancada.  Algum tempo depois, nenhum macaco subia mais a escada, apesar da tentação das bananas.  Então os cientistas substituíram um dos macacos por um novo. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo retirado pelos outros, que o surraram.

Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não subia mais a escada.  Um segundo macaco veterano foi substituído e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado com entusiasmo na surra ao novato.  Um terceiro foi trocado e o mesmo ocorreu.  Um quarto e, finalmente, o último dos veteranos foi substituído.  Os cientistas então ficaram com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo recebido um banho gelado, continuavam batendo naquele que tentasse pegar as bananas.

O surgimento do legalismo no antigo testamento

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Quando a religião se torna seita…

O que chama atenção nesse experimento é fato dos animais continuarem repetindo uma ação sem ter um porque daquilo, em suma eles institucionalizaram a surra a quem subisse na escada para pegar banana.

Mas o que isso tem a ver com a lição de hoje? Na lição passada falamos sobre a institucionalização da adoração em Israel, explicamos que era uma atitude organizacional que tinha como objetivo padronizar o culto a Deus de forma que houvesse um grau desejável de qualidade, perante o IAVÉ. Contudo, não foi abordado uma das conseqüências negativa da institucionalização da adoração a Deus: O legalismo.

Quando não há um ensino adequado do porque de haver regras e normas a respeito da adoração a Deus, surge o que é denominado legalismo, cujo conceito no mundo cristão abarca toda espécie de pessoa ou grupo que se diz cristão ou melhor do que os demais por cumprir um conceito de regras e normas de forma radical, não aceitando ou reprimindo aqueles que não vivem conforme as regras do grupo, nesse caso as regras da comunidade se tornam parte da salvação pessoal, competindo com o sangue de cristo e com sua palavra. Mas como estes movimentos são formados? A resposta esta na experiência relatada acima, na medida em que novos adoradores surgem na comunidade cristã e não tem uma experiência real com cristo, sua fé é baseada nas regras que existem dentro da comunidade cristã, muitas vezes essas regras não são doutrinas bíblicas e sim costumes locais passados de geração ao outra, entretanto, se tornam partes dos dogmas da congregação, fazendo com que a espiritualidade seja medida por viver uma vida dentro do legalismo local ao invés de uma vida de sujeição a cristo.

Foi o que ocorreu com o povo de Israel depois que saíram do deserto e entraram na terra prometida, a geração de Israel que mais teve contanto com senhor foi a geração nasceu e cresceu no deserto, eles foram sustentados e criados com a provisão divina, conheceram de fato o Deus que adoravam,entretanto,a  cada  nova geração que chegava, menor era o contato com o criador, sua fé era baseada na lei e na tradição passada de pai para filho, não conheciam a Deus por experimentar seu poder na vida pessoal, com o tempo essa falta de conhecimento experimental com o criador tornou os israelitas adoradores distantes do Deus adorado, sua adoração passou a ser um costume rotineiro, sua presença no templo passou a ser uma agenda e função social, ao invés de irem adorar com o coração de Abel, sua oferta não era recebida por Deus por estarem com a mente distante dele, conforme o profeta Isaías 29.13.

A luta contra legalismo na igreja primitiva

Na experiência relatada acima, foi notado que os animais novatos depois de apanharem passaram a bater com gosto em outros animais, replicando o que haviam sofrido, infelizmente ocorreu algo semelhante na igreja primitiva, os primeiros cristãos eram judeus praticantes no judaísmo, contudo não o suficiente para entrarem na seita dos fariseus, entretanto quando foram aceitos por cristo e por sua graça redentora, trouxeram para o cristianismo parte de suas tradições e costumes judaicos, obrigando aos cristãos gentios observarem estas praticas como pressuposto para serem aceitos por Deus, obviamente os apóstolos de Jesus condenaram a judaização do cristianismo, contudo, a sanha de bater porque apanhou continua nós dias atuais, infelizmente alguns cristãos condenam outros por não manterem seus costumes ou tradições herdados de cristãos do passado, não atentando para o sacrifício de cristo.

Como superar o legalismo

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A receita anti legalismo

Todo cristão precisa conhecer a cristo. Não é simplesmente um conhecimento teórico, é um conhecimento experimental de sua graça e sua misericórdia. Quando um cristão conhece a cristo de forma experimental, sua vida é mudada em relação aos seus irmãos e seu modo de ver a vida, tanto pessoal quanto alheia; neste caso, o cristão já não vive mais para sim mesmo e sim para  cristo e sua comunidade, este novo estilo de vida o obriga a viver em paz com os irmãos, sua nova vida evita os escândalos e as fofocas para não trazer prejuízo a igreja de cristo, sua pratica de vida busca servir as pessoas para que através de seus serviços, Deus seja louvado, sua santificação é para estar perto de cristo e não para esfregar na cara dos demais, em resumo, sua vida reflete o caráter de cristo.

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