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O grande irmão de olho em você

Oi, leitor se você acompanha o noticiário brasileiro deve estar acostumado a ouvir sobre esquemas de corrupção, prisão de empresários e políticos, Lula se fazendo de vítima das ‘zelites desse país’, delação premiada, lava jato, Sergio moro, e por ai vai…

Mas eu te pergunto, já parou para pensar no por que de tudo isso? Porque políticos fazem, nas palavras de Dilma ‘o diabo para se eleger’ não se importando com as conseqüências? A resposta é simples: poder para controlar o estado. Para se entender o conceito de estado, utilizarei a expressão do jurista italiano Norberto Bobbio, ‘o estado é a expressão máxima da organização humana’. Quando olhamos para a bíblia sagrada Gn 11, ela registra que primeiro estado ou organização parecida com um estado,surgiu tempos depois do dilúvio, em que os habitantes da terra se reuniram em uma localidade e construíram uma cidade e uma torre que ficou conhecida como torre de babel, no final da história, a bíblia registra que Deus espalhou as pessoas que estavam edificando a cidade e a torre fazendo com que tivessem diferentes dialetos, o primeiro motivo era que ao construir a cidade e a torre, as pessoas da época estavam indo diretamente contra a ordem divina que era crescer, multiplicar e se espalhar pela terra, sendo que a idéia da cidade era justamente evitar que as pessoas se espalhassem, o segundo motivo, era que os idealizadores e chefes do projeto Babel, queriam ficar conhecidos no mundo inteiro como os assaltantes do céu, os caras que conseguiram chegar até céus pelos seus próprios meios. Obviamente Deus não aceitou que sua ordem fosse menosprezada e os espalhou pelo mundo fazendo com que a primeira obra estatal ficasse sem conclusão (quase igual no Brasil), mas a principal moral da história é que desde os primórdios da história humana e bíblica, o estado sempre esteve na contramão da vontade divina, mas por quê? A resposta em minha opinião esta na essência da ação estatal na vida das pessoas, principalmente dos cristãos:

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E por falar em obra pública inacabada…essa transposição do rio São Francisco que nunca acaba..
  1. O estado legisla assuntos que concerne somente a Deus.
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    O que era religioso e cristão, se transformou em politica de estado 

    antibíblica

Se você é cristão já deve ter percebido que muitas vezes, o estado através de seus agentes tenta impor regras, normas e leis em situações que são de natureza espiritual, sentimental e familiar, na maior parte são regras contrárias a bíblia e as tradições judaico-cristãs, por exemplo, o casamento ou matrimônio, uma união entre um homem e uma mulher com objetivo de formar uma só carne ou um só corpo e posteriormente uma família segundo a bíblia sagrada, o primeiro casamento foi realizado por Deus no jardim do Éden através do casal Adão e Eva, por realizar e planejar o primeiro casamento, Deus deu as diretrizes do que deveria ser um casamento, quem poderia participar e como contribuir para união, entretanto, o estado sobre pretexto de regularizar o casamento, toma para si o direito de dizer quem é casado, quem pode casar ou mesmo quando um casamento acaba, nessa usurpação do direito e da autoridade divina, instituiu duas situações totalmente contrárias ao que a bíblia diz sobre o casamento: o divórcio e o casamento homossexual. Resultado: uma cerimônia que era acima de tudo religiosa, pessoal e íntima entre um homem e uma mulher e suas respectivas famílias e amigos, se torna monopólio do estado e dos burocratas que o controlam na ocasião, obviamente, que nisso tudo, a vontade divina seria desrespeitada, basta se observa que o conceito de casamento se tornou banal, todo mundo casa quando quer e se as coisas não dão certo, simplesmente se divorciam e partem para a próxima união matrimonial como se nada tivesse ocorrido, agora reflita comigo, será que as coisas teriam chegado a esta situação se o casamento continuasse sendo unicamente uma instituição religiosa, familiar e restrita aos indivíduos que espontaneamente unem seus corpos em um só? As pessoas se casam há séculos, entretanto, o casamento passou a ser objeto de intervenção estatal por volta do final do século 19, sendo que no Brasil sua regularização estatal ocorreu no advento da república de 1889, desde então, o principal produto do casamento, a família, deixou de ser uma responsabilidade parental e os filhos deixaram de ser herança divina para os pais, não obstante é cada vez maior o número de crianças criadas apenas pela mãe ou criadas por padrastos e madrastas em detrimento aos pais Biológicos, obviamente isso não nunca foi comum ao longo da história humana, apesar de excepcionalmente haver madrastas e padrastos, enteados e filhos adotivos, a regra familiar sempre foi pai, mãe e seus filhos. E por falar em filhos, é cada vez maior a intromissão do estado na educação das crianças pelos pais, desde o modo de se corrigir os filhos quando erram, ou naquilo que podem comer (MC lanche feliz não pode), tudo piora quando se trata de ensino escolar, ao invés da escola prover instrução para o mercado de trabalho, passou a ser centro de doutrinação ideológica socialista, usando como eufemismo a formação do “cidadão crítico”, entretanto, se você como cristão ou inconformado com a situação resolver educar seu filho em casa (homeschooling) como a humanidade fez durante a maior parte do tempo conhecido, será, indiciado no artigo 246 do código penal, podendo pegar de 15 dias a 30 dias de prisão, ou multa, e se acha que estará protegido da sanha ‘educatória’ do estado em uma escola privada, triste notícia, as resoluções do MEC também valem para as escolas privadas inclusive as mantidas por igrejas cristãs, logo fica difícil fugir de ideologias anticristãs como a “ideologia de gênero”, “ideologia de luta de classes”.

  1. O estado tenta imitar os atributos divinos

Além de se meter em assuntos familiares e religiosos que em minha opinião só Deus pode julgar, o estado através de seus agentes tenta invariavelmente, imitar os 4 atributos divinos, neste caso o problema não é a imitação, mas a motivação em querer imitar, isto é tentar ser igual a Deus, a mesma motivação que levou lúcifer a se revoltar contra criador, conforme Ez 28.2

Onisciência (deter todo saber, ter conhecimento sobre tudo infinitamente)

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A ‘onisciência’ estatal em uma foto

Este atributo divino é constantemente emulado pelo estado na área econômica, sempre vai ter um punhado de ‘ungidos’ com toda a suposta sabedoria de Keynes ou pior ainda, com espírito de Marx incorporado, para dizer como o estado pode fazer isso e aquilo na economia, como planejar o futuro das pessoas e das empresas em revelia aos seus próprios planejamentos e sonhos, afinal na mente desses ‘deuses’ é possível se fazer todo cálculo econômico prevendo a ação de milhões de indivíduos no que chamamos de mercado, o Brasil recentemente teve uma versão feminina de um deus desenvolvimentista egresso da catedral dos ‘iluminados’ da Unicamp, o resultado visível da política adotada pela ‘deusa’ doutora de economia, foi uma crise financeira sem precedentes, o que não se vê, são as inúmeras oportunidades perdidas devido à interferência estatal na economia dos indivíduos, seja através de impostos em cascata ou regulações protecionistas, reservas de mercado, regras e leis obsoletas (CLT, previdência social), estatais onerosas, contudo, os novos ‘ungidos’ no poder, ainda acreditam que podem manter o superestado onisciente, apesar das evidencias empíricas sugerirem ao contrário.

Onipotência (poder total, absoluto e infinito, trazer a existência qualquer coisa)

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A imitação da onipotência

Segundo a bíblia, Deus é onipotente, isto é tem todo o poder absoluto, com uma só palavra trouxe a existência o que não existia, conforme se lê em Gn 1, este poder criador é intransferível para qualquer outra criatura, entretanto, o estado tenta imitar este atributo divino de duas maneiras: a primeira forma é tomando para si todo o poder de coerção legal contra qualquer indivíduo, neste caso só o estado pode exercer o poder de prisão, invasão de propriedade e assassinato,independente ou não do ato ser moralmente positivo, os indivíduos que agem sob o comando estatal passam a ter poderes de vida e morte sobre a sociedade, nos casos em que não há contrapesos democráticos que contrabalancei o poder, o estado torna se uma tirania contra seu povo, um bom exemplo é a Venezuela, a segunda forma do estado imitar o atributo divino em tese, é através das regulamentações de atividades e de conduta, neste caso o estado dita o que é lícito e o que não é,quem esta agindo dentro da lei ou cometendo um crime contra a lei, quando o estado codifica crimes contra a vida humana esta simplesmente seguindo a consciência coletiva de inúmeros indivíduos, prova disso, é que se não houvesse uma lei codificando que o assassinato é um crime, ainda sim você acharia errado tirar a vida de uma pessoa que nenhum mal te fez, por outro lado, quando se trata de regular atividades econômicas, o estado não segue a consciência das pessoas,por exemplo, no caso em que indivíduos cooperem entre si não trazendo externalidades negativas a terceiros, essa atividade é legal apenas se o estado permitir, mesmo que moralmente seja positiva sua legalidade está restrita ao poder interventor estatal.

Onipresença (estar presente em todos os lugares ao mesmo tempo)

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O resultado da onipresença do estado na vida dos indivíduos: culto à personalidade dos líderes

À medida que os dois atributos acima são implementados na sociedade, o estado através de regulações e de seus agentes, passa a estar presente em todas as atividades individuais e coletivas, mesmo dentro de casa é possível se notar a intervenção estatal, basta olhar para aquela tomada de 3 pinos, nos locais de culto é possível notar a presença estatal, seja por obrigatoriedade de bandeira nacional, ou mesmo, leis que interferem diretamente na liturgia, horário, ou uso de eletrônicos(leis dos decibéis, que aparentemente, só valem para igrejas evangélicas), o que relembra o mote fascista de Benito Mussolini “tudo no estado,nada contra o estado,nada fora do estado”, aliás esta tentativa de onipresença na vida dos indivíduos é fácil de se observar em regimes totalitários como: Coréia do Norte, Cuba, China, Venezuela;

Eternidade (não tem inicio e nem fim, atemporal)

A imitação deste atributo pelo estado ocorre quando seus governantes acreditam que sempre haverá cidadãos dispostos a pagar impostos, independente do que ocorre com o dinheiro arrecadado, é como se os indivíduos e suas famílias e seus negócios fossem uma imensa vaca com seu bezerro onde todos os donos do poder mamam e sugam a vaca não se importando em alimentá-la ou afugentar os parasitas que a infestam, na medida em que leite seca, a vaca deve escolher alimentar o bezerro ou os ‘donos’, nesses casos a vaca prefere o bezerro sobrando para outro, coice e chifres; A Bíblia relata um caso assim, o rei Salomão durante seu reinado, aplicou altos impostos sobre a população, a fim de construir seu palácio e manter sua portentosa corte, após sua morte, seu filho Roboão quis seguir o mesmo caminho ignorando o apelo da população pela redução de impostos, o resultado, a nação se dividiu em duas que por fim foi subjugada pelos inimigos, a moral da história é que não existe nacionalismo ou estado eterno que resista a um povo revoltado com altos impostos;

E por falar em revolta, recentemente ocorreu um plebiscito não oficial a favor da independência da região sul do Brasil, a maior parte dos votos foi pela independência, apesar de muita gente ser cético em relação à votação e ao assunto, tanto a história quanto a bíblia demonstra que nem um estado por maior que seja é eterno e nenhum senso de patriotismo resiste a altas cargas tributárias por muito tempo, Brasília precisa relembrar a historia de independência do Brasil em relação a Portugal.

  1. O estado é usado constantemente por satanás contra o plano divino.

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    Holocausto :a perseguição mais conhecida de um estado contra os judeus

O evangelista São Lucas escreve no capitulo 4 de seu evangelho que satanás ao tentar Jesus ofereceu a ele os reinos do mundo em troca de sua adoração, o que chama minha atenção é que Jesus não contradiz a proposta maligna dizendo que satanás estava mentindo ao dizer que possuía os estados da época, sua resposta para o diabo era que somente Deus podia ser adorado, minha intenção ao relembrar esta passagem bíblica é trazer a memória do leitor as inúmeras vezes em que o estado tentou atrapalhar o plano divino de salvação, perseguindo os dois atores principais do plano: Israel e o cristianismo.

Israel ao longo da eras foi e continua sendo a etnia mais perseguida da terra por estados nacionais, mesmo em sua terra natal, não tem paz ou trégua com os vizinhos, durante os 1878 anos de diáspora, o povo Judeu foi constantemente usada como saco de pancada onde estivesse com raros momentos de paz e tranqüilidade em um local, durante este tempo se tornou comum para o povo judeu, os pogroms, as conversões forçadas, prisões arbitrárias até convergir na maior adversidade enfrentada até aqui, o Holocausto nazista. A igreja de cristo teve e continua sendo, perseguida por estados em toda parte do mundo, em alguns essa perseguição ocorre de forma branda, entretanto, em países islâmicos não há qualquer obstáculo que impeça o estado local de exercer toda a crueldade contra cristãos.

A meu ver Israel e o cristianismo, são perseguido pelo mesmo motivo: a escolha divina, Deus escolheu um povo especial para si, onde através deste povo toda a humanidade seria abençoada, a bíblia relata que este povo são os judeus, a primeira nação a ter uma fé monoteísta em relação às demais, o resultado da escolha divina é o nascimento do filho de Deus encarnado em um bebê com pais judeus, criado sob leis e tradições judaicas, isto significa que a salvação da humanidade veio dos judeus, não obstante o cristianismo também saiu do meio do judaísmo, os primeiros cristãos eram judeus, criam em um Deus judeu, adoravam em sinagogas judias, receberam o apelido de um judeu crucificado e ambos foram perseguidos pelo estado romano;

  1. O que nós cristãos podemos fazer em relação ao Estado

Meu objetivo neste Post não é promover uma revolta contra o estado, mas alerta a você que os alicerceis em que o estado foi construído são anticristãos e contrários ao que a bíblia propõe as pessoas, portanto, não espere se possível haver um paraíso na terra, não espere que tudo possa ser resolvido com o cara certo na presidência ou com parlamentares cristãos, eles até podem evitar que políticas pontuais contra os cristãos sejam efetivadas, entretanto, a cada dia que passa o estado se torna mais hostil aos valores judaico-cristãos e aos poucos vai apertando o cerco contra o modo de vida cristão.

Mas o que nós cristãos podemos fazer em relação ao estado?

  • Se depender de você, Busque ter paz com Estado

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    Tenha paz com todos…

O escritor da carta aos Hebreus no capitulo 12.14 na primeira parte do verso aconselha aos cristãos para buscar a paz com todos, isso também se aplica ao estado e seus agentes, nós cristãos devemos fazer o possível para vivermos dentro da normalidade estatal, isso significa que vamos ter que engolir sapos e maribondos, infelizmente teremos que pagar impostos e obedecer alguns leis absurdas e ridículas, a fim de que não venhamos a dar motivo legal para a perseguição estatal contra nossa vida, família e crença.

  • Vigie e ore pelo Estado

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    NÃO SE ESQUEÇA DE VIGIAR

A palavra vigiar na bíblia passa o sentido de estar preparado para possíveis ameaças, o evangelista São marcos 13.33 escreveu que Jesus falou para seus discípulos ficarem preparados para a perseguição que eles sofreriam no futuro, contudo também disse para orar para que tivessem forças para suportar os momentos de aflições, não é diferente para o cristão atual, por mais que busquemos ter paz com estado, satanás sempre levantará pessoas cuja missão é destruir toda cultura e tradição cristã e estas pessoas vão usar o estado para alcançar seus objetivos, por isso devemos estar preparado para políticas e intervenções que atacam diretamente nossas crenças e valores.

  • Esteja pronto para desobedecer ao Estado

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    A última prece

Enfim, chegará o momento em que os cristãos terão que escolher entre se curvar perante o estado aceitando as leis antibíblicas e anticristãs ou terão que viver a margem da lei como criminosos procurados pelo estado conforme ocorreu com os cristãos primitivos no inicio da era cristã, obviamente, os estados ocidentais não usaram da crueldade que os imperadores romanos aplicavam aos primeiros cristãos, contudo, cada vez mais, os cristãos terão suas liberdades individuais roubadas, como a liberdade de expressão e de pensamento, as liberdades de culto, suas propriedades tanto materiais quanto abstratas estarão constantemente sob intervenção estatal, neste caso tenha em mente o que apóstolo Pedro disse em atos 4.19-20: “Mas Pedro e João responderam: — Os senhores mesmos julguem diante de Deus: devemos obedecer aos senhores ou a Deus? Pois não podemos deixar de falar daquilo que temos visto e ouvido.”

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